Entenda por que Paquistão e Afeganistão entraram em guerra aberta

Entenda por que Paquistão e Afeganistão entraram em guerra aberta
Foto: Soldado do Talibã e sua artilharia (divulgação)

Saturday, 28 February 2026

Escalada de ataques na fronteira e divergências sobre grupos extremistas levam vizinhos asiáticos ao maior confronto em décadas.

Em um cenário global cada vez mais instável, o início de uma guerra aberta entre Paquistão e Afeganistão neste final de fevereiro de 2026 acende o alerta máximo na diplomacia internacional. Para os moradores de Blumenau, uma cidade conectada ao mundo através de suas indústrias e exportações, entender o que acontece na Ásia Central é fundamental para compreender as variações no mercado de energia e a logística global que afeta o Porto de Itajaí e região.

O estopim para o conflito direto foi uma sequência de ataques transfronteiriços. O Paquistão acusa o governo do Talibã, no Afeganistão, de abrigar e apoiar o grupo militante TTP (Talibã Paquistanês), que tem realizado atentados em solo paquistanês. Por outro lado, o governo afegão nega as acusações e revida contra o que chama de "violações de soberania" por parte das forças de Islamabad.

A disputa pela Linha Durand e o papel do TTP

O coração do problema é uma fronteira mal resolvida: a Linha Durand. Estabelecida no século XIX pela administração britânica, ela nunca foi aceita por Cabul, pois divide comunidades étnicas pashtuns. O grupo TTP utiliza essa região porosa para lançar ataques e buscar refúgio, criando um ciclo de violência que o Paquistão decidiu interromper através de incursões aéreas e artilharia pesada.

Com a falha das negociações diplomáticas mediadas por países vizinhos, a situação evoluiu de escaramuças para uma guerra aberta com movimentação de tanques e aeronaves de combate. O governo paquistanês afirma que não tolerará mais a "exportação de terrorismo", enquanto o Afeganistão promete defender seu território "a qualquer custo".

O impacto que chega até Blumenau e ao Vale

Pode parecer que um conflito a 14 mil quilômetros de distância não afeta o dia a dia de Blumenau, mas a geopolítica atual é uma rede integrada. O Paquistão é uma potência nuclear e qualquer instabilidade naquela região gera:

  • Instabilidade nos preços de commodities: Ouro e petróleo costumam subir em momentos de guerra aberta, impactando o transporte em Santa Catarina.

  • Crise de refugiados: Grandes conflitos geram ondas migratórias que, eventualmente, chegam ao Brasil, país conhecido pelo acolhimento humanitário.

  • Pressão logística: A Ásia Central é rota de corredores comerciais importantes que podem ser interrompidos, afetando o fluxo de insumos para a indústria têxtil e metalmecânica catarinense.

Acompanhar esses eventos permite que empresários e cidadãos blumenauenses antecipem movimentos econômicos. O Blumenews segue monitorando os desdobramentos desse conflito que redesenha o mapa do poder no Oriente.


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