Blumenau doa estoque encalhado de cloroquina

Blumenau doa estoque encalhado de cloroquina
Foto: Divulgação

Tuesday, 20 July 2021

As clínicas particulares não quiseram o medicamento nem de graça, então a cidade o doou para outros municípios antes que expire sua validade.

Cloroquina foi uma das palavras mais usadas desde o começo da pandemia. Para alguns uma panacéia. Para outros um engodo. Certamente, polêmica. Fortemente defendida pelo presidente Jair Bolsonaro e consideravelmente desmentida pelo meio científico, esse remédio para a malária causou discussão entre várias bolhas, servindo como agente polarizador.

Em 2020 o Ministério da Saúde enviou um grande lote, sob demanda, ao estado de Santa Catarina. Blumenau recebeu mais de 30 mil comprimidos. Mas, aparentemente, ninguém quis.

Encalhada desde então, a medicação chegou a ser oferecida gratuitamente para clínicas particulares, que não a quiseram. Sendo assim, o município doou 20 mil comprimidos para outras cidades do estado. Pouco mais de 11 mil doses continuam na cidade.

Com experimentos científicos apontando a ineficácia da medicação contra a covid, pouquíssimos médicos a indicaram e, portanto, a procura pelo composto foi baixa sendo suficiente, segundo o Jornal de Santa Catarina, para suprir o município por 100 anos.

E o problema se tornou ainda maior no quesito armazenamento. Milhares de caixas de hidroxicloroquina entulhadas em depósitos com remédios realmente procurados tornou-as um estorvo. A prefeitura precisava se livrar delas antes que expirasse o prazo de validade, sob o risco de desperdício de verba pública federal pela administração municipal.

Lembrando que Blumenau não tem casos ativos de malária desde 2019.


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Ricardo Latorre

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