Fumaça amazônica chega a Santa Catarina

Fumaça amazônica chega a Santa Catarina
Foto: Divulgação

Monday, 26 August 2024

A qualidade do ar foi impactada e camadas de fumacê percorreram mais de 3 mil quilômetros.

As queimadas na Amazônia atingiram o maior número de focos desde 2008, com mais de 59 mil registros de incêndios entre janeiro e julho de 2024. A fumaça gerada por essas queimadas subiu para a atmosfera e percorreu mais de 3 mil quilômetros, formando um “corredor de fumaça” que impactou a qualidade do ar em diversas regiões do Brasil, incluindo Santa Catarina, na última semana.

O corredor de fumaça afetou um total de 10 estados, incluindo Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Amazonas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil catarinense, explicou que a fumaça foi trazida para o Sul do Brasil por um corredor de vento que se estende de Norte a Sul, agravado pelo clima mais seco em agosto.

A presença da fumaça potencializou a piora na qualidade do ar, um problema que já é recorrente, mas que se torna mais visível e preocupante em situações como essa. Leonardo Hoinaski, coordenador do Laboratório de Controle da Qualidade do Ar (LCQAr) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou que, embora seja difícil medir com precisão o impacto da fumaça das queimadas na qualidade do ar, os efeitos na saúde são evidentes, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.

No último sábado (17) e quinta-feira (22), a visibilidade em Florianópolis ficou prejudicada, com o céu apresentando um tom apagado de azul, uma clara evidência da presença da fumaça na região. A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu um alerta recomendando que a população beba bastante água, evite atividades físicas intensas ao ar livre e fique atenta a sintomas de irritação respiratória.

Com a chegada de uma frente fria na quinta-feira (22), a fumaça começou a ser empurrada para o Norte, aliviando parcialmente os impactos no Sul do país. No entanto, enquanto as queimadas continuarem, a possibilidade de retorno da fumaça permanece.


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Redação

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