Prefeitura estuda terceirizar o Samu

Prefeitura estuda terceirizar o Samu
Foto: Divulgação

Friday, 30 January 2026

Secretaria de Saúde analisa novo modelo de gestão para o serviço de urgência, enquanto servidores expressam preocupação com a qualidade do atendimento.

A gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Blumenau pode passar por mudanças significativas nos próximos meses. A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Promoção da Saúde (Semus), iniciou estudos técnicos e jurídicos para avaliar a viabilidade de terceirizar o serviço. A proposta, que já repercute nos corredores da Câmara de Vereadores e entre os profissionais da ponta, coloca em pauta a eficiência operacional versus a manutenção da qualidade técnica que o blumenauense conhece.

O tema central do debate é a busca por uma solução para os altos custos de manutenção e as dificuldades logísticas das ambulâncias. Segundo a administração municipal, o processo ainda está em fase de levantamento de dados, focando na análise da carga horária e na sustentabilidade financeira do modelo atual. O secretário de saúde, Douglas Rafael de Souza, reforçou publicamente que nenhuma decisão final foi tomada e que o diálogo com o Conselho Municipal de Saúde e o sindicato da categoria será preservado.

Para quem atua diariamente no socorro em ruas tradicionais como a XV de Novembro ou em bairros mais distantes como o Garcia e a Itoupava Central, o cenário gera incertezas. Servidores e representantes do Sintraseb alertam para o risco de precarização. O temor é que a troca de uma equipe consolidada e experiente por um modelo de gestão privada possa impactar o tempo de resposta e a continuidade dos protocolos de urgência que salvam vidas na região.

Enquanto a prefeitura sustenta que a modernização é necessária para garantir a agilidade do atendimento, o Legislativo local acompanha de perto através da Comissão de Educação e Saúde. A expectativa agora gira em torno da apresentação oficial dos estudos técnicos, que devem detalhar como uma eventual empresa terceirizada lidaria com a frota e a escala dos profissionais. Para a população de Blumenau, o que está em jogo é a garantia de que, ao discar 192, o socorro continue chegando com a mesma competência técnica de sempre.


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Redação

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