Presos trabalham no Samae e geram economia de 60% para Blumenau

Tuesday, 03 February 2026
Parceria com o sistema prisional leva apenados para serviços de manutenção e limpeza pública, reduzindo custos em relação às terceirizações.
A prefeitura de Blumenau deu início a uma iniciativa que promete transformar a gestão de serviços públicos e a segurança na cidade. A partir desta semana, dez apenados do regime semiaberto começaram a atuar em frentes de trabalho do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto). O projeto, além de focar na ressocialização, traz um impacto direto no bolso do contribuinte blumenauense: a economia com mão de obra pode chegar a 60% se comparada aos contratos de empresas terceirizadas.
Trabalho como forma de reparação
O prefeito Egidio Ferrari reforçou a importância da ação para a ordem pública e para o erário. "Cadeia não é hotel. O preso precisa trabalhar para ressarcir o Estado pelos custos que ele gera", afirmou o chefe do Executivo. A estratégia utiliza a mão de obra para serviços essenciais de roçada, limpeza e manutenção em áreas da autarquia, otimizando o atendimento em diversos bairros da cidade.
Como funciona o pagamento e a segurança
Os detentos foram selecionados criteriosamente com base em bom comportamento e avaliação de perfil pela Polícia Penal. O modelo de remuneração segue regras específicas:
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Salário: Cada trabalhador recebe um salário mínimo.
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Fundo Rotativo: 25% do valor é destinado ao sistema prisional para melhorias internas.
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Pé-de-meia: O restante é depositado em uma conta bancária que o apenado só acessa após cumprir a pena.
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Remição: O trabalho também garante a redução do tempo de condenação.
Toda a logística de transporte e alimentação é de responsabilidade do Samae, enquanto a vigilância rigorosa é mantida pela Polícia Penal e pela Polícia Militar durante toda a jornada de serviço.
Expansão dos serviços em Blumenau
Este convênio com o Governo do Estado é apenas o primeiro passo de um plano maior da administração municipal. Segundo a prefeitura, o objetivo é ampliar o uso dessa mão de obra para outras áreas da cidade, garantindo que Blumenau continue sendo referência em eficiência e segurança no Vale do Itajaí. "Não vamos parar por aqui. Vamos avançar para que os presos continuem prestando serviços à cidade", concluiu Ferrari.