Estado é convocado a explicar abandono da Via Expressa

Estado é convocado a explicar abandono da Via Expressa
Foto: Projeto iniciado em 2014 segue abandonado (divulgação)

Friday, 06 February 2026

Audiência pública na Alesc cobra respostas sobre atraso de 12 anos e situação de descaso no prolongamento da rodovia.

O governo de Santa Catarina terá que prestar novos esclarecimentos sobre o prolongamento da Via Expressa (SC-108) em Blumenau. A Assembleia Legislativa (Alesc) aprovou por unanimidade a realização de uma audiência pública para discutir o "abandono" daquela que é considerada a maior obra inacabada do estado. Iniciado em 2014, o projeto de 15 quilômetros entregou apenas 20% do previsto em mais de uma década, gerando indignação na comunidade e prejuízos à mobilidade da região norte da cidade.

A convocação ocorre após o local se transformar em um ponto de descarte irregular de lixo e entulho, agravando o cenário de paralisia das obras, que estão travadas desde agosto de 2024. O deputado Napoleão Bernardes (PSD), autor do requerimento, destacou que o trecho inacabado prejudica milhares de motoristas que dependem de vias sobrecarregadas, como a rua Dr. Pedro Zimmermann, na Itoupava Central.

Um histórico de promessas e paralisações

Ao longo de 12 anos, a obra sofreu quatro interrupções significativas. Atualmente, apenas três dos 15 quilômetros previstos foram concluídos. O secretário de Infraestrutura, Jerry Comper, já havia admitido anteriormente a existência de problemas ambientais e entraves em desapropriações, mas a falta de um cronograma claro motiva a nova pressão do Legislativo.

Impacto direto no trânsito de Blumenau

Para quem vive ou trabalha em Blumenau, a conclusão do prolongamento é vital. A rodovia deveria servir como um corredor estratégico para desviar o tráfego de passagem do perímetro urbano, aliviando gargalos históricos. Além do matagal e do lixo acumulado, a estrutura inacabada representa um desperdício de recursos públicos, com investimentos que já ultrapassam a marca de R$ 140 milhões em contratos acumulados.

A audiência pública ainda não tem data definida para ocorrer, mas a expectativa é que o Estado apresente uma solução definitiva para retomar os trabalhos e garantir a manutenção do trecho que hoje amarga o esquecimento.


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Redação

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