Brasil tem formado médicos incompetentes

Brasil tem formado médicos incompetentes
Foto: Formação médica no Brasil gera alerta sobre o preparo de novos profissionais (divulgação)

Sunday, 08 February 2026

Especialistas discutem os riscos da expansão desenfreada de cursos e a falta de prática humanizada na saúde.

A qualidade do atendimento médico é um tema que toca diretamente a rotina das famílias em Blumenau e região, conhecidas por serem polos de referência em saúde no estado. No entanto, um alerta crítico surge no cenário nacional: a formação de médicos sem o preparo necessário para lidar com a complexidade da vida humana. O aumento acelerado no número de faculdades de medicina, muitas vezes sem a infraestrutura hospitalar adequada, tem comprometido a experiência prática dos estudantes antes de chegarem aos consultórios e hospitais.

O impacto da mercantilização do ensino na saúde

O foco excessivo na teoria e a falta de vivência em "chão de hospital" são apontados como os principais vilões. Para um sistema de saúde eficiente, como o que se busca consolidar no Vale do Itajaí, o médico precisa dominar não apenas a técnica, mas a sensibilidade no trato com o paciente. A crítica central reside na transformação do ensino médico em um modelo de negócio, onde a quantidade de formandos supera a preocupação com a excelência técnica e ética.

Os riscos para a segurança do paciente

A deficiência na formação reflete em diagnósticos imprecisos e na dificuldade de gerenciar casos de alta complexidade.

  • Falta de preceptoria: Muitos alunos não possuem supervisão direta de profissionais experientes.

  • Déficit humanitário: A tecnologia tem substituído o olhar clínico e a escuta ativa, essenciais na medicina.

  • Infraestrutura precária: A ausência de hospitais-escola de qualidade impede o aprendizado real de urgências e emergências.

O caminho para uma medicina de excelência em nossa região

Para que cidades como Blumenau mantenham seu prestígio na área médica, o debate sobre a revalidação de competências e a fiscalização rigorosa das instituições de ensino torna-se urgente. A valorização de residências médicas robustas e o incentivo à educação continuada são as ferramentas que garantem que, ao procurar um especialista, o cidadão receba não apenas um diploma na parede, mas um profissional verdadeiramente preparado para cuidar da vida.


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Redação

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