Sul lidera rejeição ao Carnaval e prefere sossego em família

Wednesday, 18 February 2026
Pesquisa revela que 64% dos moradores da nossa região evitam a folia e buscam refúgio no descanso.
Enquanto o Brasil é mundialmente conhecido pelos desfiles e trios elétricos, em Blumenau e no restante do Sul, a realidade é bem diferente. Uma pesquisa recente da AtlasIntel confirmou o que muitos blumenauenses já sentem na prática: o Carnaval não é uma unanimidade. No Sul, 64,2% dos entrevistados afirmaram que "detestam e tentam fugir" da festa, consolidando a nossa região como a que possui o maior índice de rejeição ao período carnavalesco no país.
O perfil de quem prefere o sossego
Diferente das regiões Norte e Sudeste, onde a aceitação da festa é maior, o público sulista aponta motivos claros para manter distância da folia. Entre as principais justificativas citadas no levantamento estão a aversão a grandes multidões e o barulho excessivo (42,8%), além da falta de identificação cultural com o formato da festa (41,3%). Em Blumenau, esse comportamento reflete a busca por alternativas mais tranquilas, como retiros, reuniões familiares ou apenas o descanso doméstico.
Geração Z se distancia da tradição
Um dado surpreendente da pesquisa é o comportamento dos mais jovens. Cerca de 84,8% da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) declararam não ter interesse ou identificação com o Carnaval tradicional. Para esse público, o período é visto apenas como um feriado comum ou uma oportunidade para maratonar séries e filmes, atividade escolhida por mais de 56% dos brasileiros que decidem ficar em casa.
Fé e segurança como prioridades
Além do gosto musical e cultural, a questão espiritual e a segurança urbana também pesam na decisão de evitar os grandes eventos. Para 20,6% dos brasileiros, a religião é o fator determinante para não participar da folia, optando por momentos de reflexão e fortalecimento da fé em igrejas e comunidades locais. Em Blumenau, é comum vermos o aumento da procura por eventos religiosos e retiros espirituais que oferecem uma contraponto à agitação das ruas.
O que fazem os que não pulam Carnaval?
Para aqueles que decidem não viajar para centros carnavalescos, o roteiro é focado no bem-estar:
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Ficar em casa: Opção de 47,2% dos entrevistados.
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Descanso: Prioridade para 49,3% dos que evitam a festa.
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Organização do lar: Aproveitar o tempo livre para arrumar a casa é a meta de 44,8% das pessoas.
Este cenário reforça a identidade do Vale do Itajaí como um polo de tranquilidade durante o feriado, onde a tradição do descanso e o convívio familiar superam, de longe, o som das baterias de samba.