Jean Volpato quer proibir cobrança de taxa mínima em falta de água em Blumenau

Jean Volpato quer proibir cobrança de taxa mínima em falta de água em Blumenau
Foto: Torneira sem água (divulgação)

Tuesday, 03 March 2026

Proposta protocolada junto ao Executivo prevê que consumidor pague apenas pelo consumo real caso o Samae interrompa o fornecimento por falhas técnicas.

O bolso do blumenauense, já castigado pelas constantes interrupções no abastecimento, pode ganhar um fôlego extra. O vereador Jean Volpato protocolou uma proposta ao Poder Executivo para a criação de um projeto de lei que proíbe o Samae de cobrar a tarifa mínima de água e esgoto sempre que o fornecimento for interrompido por falha ou responsabilidade da própria autarquia. A medida visa acabar com a cobrança integral em períodos onde o serviço não foi prestado adequadamente ao cidadão.

Pela proposta, nos casos de interrupção total ou parcial causada por problemas operacionais, técnicos ou administrativos, o morador de Blumenau pagaria apenas pelo consumo efetivamente registrado no hidrômetro. Ou seja: sem a aplicação compulsória da tarifa mínima de disponibilidade, que hoje é cobrada independentemente do uso.

Justificativa e direitos do consumidor

Para o vereador Jean Volpato, a iniciativa é uma questão de equilíbrio na relação entre o serviço público e o contribuinte. "Não é razoável que a população pague tarifa mínima quando ficou sem água por falha do próprio sistema. Se não houve fornecimento adequado, não pode haver cobrança integral", afirmou o parlamentar ao justificar o protocolo.

O texto prevê ainda mecanismos práticos para proteger o usuário:

  • Abatimento automático: O desconto deve ocorrer na fatura seguinte caso a cobrança já tenha sido emitida.

  • Prazo de revisão: O consumidor terá até 90 dias para solicitar a revisão dos valores.

  • Devolução em dobro: Em casos comprovados de cobrança indevida com má-fé, a autarquia deverá devolver o valor em dobro, seguindo as diretrizes da legislação de defesa do consumidor.

Impacto na rotina de Blumenau

A iniciativa surge em um momento em que diversos bairros da cidade enfrentam desafios logísticos com a rede de distribuição. Se aprovada pelo Executivo e pela Câmara, a lei busca forçar uma maior eficiência na manutenção preventiva do Samae, já que falhas operacionais passariam a pesar diretamente na arrecadação da autarquia, e não apenas no cotidiano das famílias blumenauenses.


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Redação

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