Estudantes de Blumenau ficam retidos na Tailândia após guerra cancelar voos

Estudantes de Blumenau ficam retidos na Tailândia após guerra cancelar voos
Foto: Jovens dando orgulho para a cidade e para o país (divulgação)

Wednesday, 04 March 2026

Delegação do Colégio Adventista conquistou medalhas em olimpíada mundial, mas enfrenta caos aéreo no Oriente Médio para retornar ao Brasil.

O sonho de representar o Brasil em uma competição internacional de matemática transformou-se em um teste de paciência e superação para sete adolescentes de Blumenau. Após conquistarem medalhas de ouro, prata e bronze na etapa mundial do International Talent Mathematics Contest (ITMC), em Bangkok, o grupo de estudantes catarinenses está temporariamente impedido de retornar para casa. O motivo é o agravamento do conflito no Oriente Médio, que provocou o cancelamento em massa de voos na região.

O brilho blumenauense no pódio mundial

A delegação, composta por alunos do Colégio Adventista de Blumenau, partiu da cidade na última segunda-feira de fevereiro. O desempenho dos jovens foi histórico: Santa Catarina foi o único estado do Sul do país com classificados para esta final. Entre os destaques, Kallian Luz conquistou o ouro; Vinícius Stahnke e Ana Borges garantiram a prata; enquanto Willian Klitzeke, Bruno Hille e Carlos Esau trouxeram o bronze para o Vale do Itajaí.

O desafio logístico causado pela guerra

O retorno, que deveria ter ocorrido na última madrugada com chegada prevista para esta quinta-feira (5) no Aeroporto de Navegantes, foi interrompido. A rota previa escala no Catar, país vizinho às áreas de ataque entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado no último sábado (28).

Embora a Tailândia esteja segura e distante dos conflitos, o espaço aéreo afetado inviabilizou os bilhetes originais. De acordo com o Colégio Adventista, os alunos estão acompanhados pelo diretor da unidade e por pais, permanecendo em segurança enquanto novas rotas são providenciadas.

Mobilização para trazer os talentos de volta

Diante da incerteza, os pais decidiram arcar com os custos de novas passagens por outras companhias para acelerar o reencontro. "O dinheiro agora é o de menos, nunca imaginei que ia dar uma guerra no meio do caminho", desabafou Ana dos Reis Esau, mãe de um dos estudantes, ao relatar a angústia da espera.

A instituição de ensino reforça que está prestando todo o suporte e estudando alternativas junto às famílias para que os medalhistas desembarquem em solo catarinense nos próximos dias, trazendo na bagagem não apenas o reconhecimento mundial, mas uma história de resiliência.


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Redação

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