Conheça o primeiro caça supersônico produzido no Brasil

Thursday, 26 March 2026
Aeronave atinge o dobro da velocidade do som e reforça a segurança do espaço aéreo nacional com tecnologia de ponta.
Blumenau e Santa Catarina acompanham com atenção os avanços da indústria de defesa nacional. Nesta quarta-feira (25), um marco histórico foi consolidado no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP): a apresentação do primeiro caça F-39E Gripen montado integralmente em solo brasileiro. O evento contou com o batismo oficial da aeronave e a presença de autoridades, simbolizando o ingresso do Brasil em um grupo seleto de países capazes de produzir tecnologia militar de alta complexidade.
Diferente dos antigos F-5 americanos que operam há décadas, o Gripen, de origem sueca (Saab), traz para a Força Aérea Brasileira (FAB) um salto tecnológico sem precedentes. Com capacidade para voar a 2,4 mil km/h — o dobro da velocidade do som —, o jato já está em alerta de defesa aérea, sendo responsável pela proteção estratégica da capital federal.
Produção nacional e transferência de tecnologia
O projeto é fruto de uma parceria estratégica iniciada em 2014, que envolve a transferência de tecnologia da Suécia para engenheiros brasileiros. Dos 36 caças previstos no contrato de US$ 4 bilhões, parte está sendo fabricada pela Embraer. Até o momento, 11 unidades já foram entregues à FAB, e outras 14 seguirão o cronograma de montagem nacional.
Poder de combate e sistemas avançados
O F-39E Gripen não impressiona apenas pela velocidade, mas pelo seu "cérebro" eletrônico. Entre os diferenciais apresentados, destacam-se:
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Míssil Meteor: Armamento de última geração para alvos além do alcance visual.
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Link-BR2: Sistema de comunicação criptografada desenvolvido no Brasil, que permite a troca de dados em tempo real entre aeronaves e centros de controle.
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Guerra Eletrônica: Sensores que detectam radares inimigos e criam alvos "fantasmas" para confundir sistemas de ataque adversários.
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Autonomia: O caça possui autonomia de duas horas e meia, podendo ser reabastecido em pleno voo para missões de longa distância.
Impacto econômico e futuro da defesa
A fabricação em território nacional já gerou mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 10 mil postos indiretos. Para especialistas do setor, o domínio dessa tecnologia consolida o Brasil como um polo de inovação na América Latina. Antes da entrega final ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea em Anápolis (GO), esta nova unidade passará por rigorosos testes funcionais e ensaios de voo.