Olimpíada de foguetes mobiliza estudantes em Blumenau na Obafog

Olimpíada de foguetes mobiliza estudantes em Blumenau na Obafog
Foto: Jovens projetistas e seus lindos foguetinhos (divulgação)

Thursday, 14 May 2026

Atividade científica levou cerca de 50 alunos da rede municipal de ensino para lançamentos práticos na pista anexa ao Aeroporto Quero-Quero.

O imaginário infantil que envolve o espaço e o desejo de ver algo ganhar os céus transformou-se em conhecimento prático em Blumenau. Na última terça-feira (12/05/2026), cerca de 50 estudantes da Rede Municipal de Ensino da cidade participaram ativamente dos lançamentos da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG). A atividade especial de experimentação científica ocorreu em uma pista anexa ao Aeroporto Municipal de Blumenau, popularmente conhecido como Aeroporto Quero-Quero.

A ação integrou alunos de quatro instituições de ensino locais: a EIM Willy Muller, a EBM Olga Rutzen, a EBM Rodolfo Hollenweger e a EBM Pedro I. Nas últimas semanas, esses estudantes se dedicaram ao desenvolvimento, planejamento e construção dos projetos diretamente dentro das unidades escolares, culminando no evento de teste real na área do aeroporto.

Teoria aplicada à prática e desenvolvimento educacional

Vinculada à Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, a OBAFOG propõe o desafio de construir e lançar foguetes por meio de uma base de lançamento, tendo como meta alcançar a maior distância horizontal possível. O regulamento permite que os foguetes e suas respectivas bases sejam confeccionados de forma individual ou em equipes compostas por até três integrantes.

Muito além do caráter competitivo, a olimpíada científica tem como principal foco aproximar o corpo estudantil da ciência por meio do método empírico. Durante o processo de elaboração, os estudantes passam por etapas minuciosas de:

  • Pesquisa teórica e conceitual;

  • Planejamento do design e aerodinâmica;

  • Construção física e testes estruturais.

Esse fluxo de trabalho exige a aplicação direta de conceitos trabalhados em sala de aula, com ênfase nas disciplinas de Física e Matemática. Dessa forma, as competências de investigação, criatividade, raciocínio lógico e o trabalho cooperativo em equipe ganham um aspecto visível e concreto no momento de cada disparo.

O protagonismo dos alunos no cenário local

A oportunidade de acompanhar o resultado das experiências fora das salas de aula tradicionais conecta a descoberta e a curiosidade ao processo pedagógico. O momento em que o artefato deixa a base materializa o conhecimento contido nos livros didáticos.

De acordo com a secretária de Educação de Blumenau, Simone Probst, esse tipo de iniciativa é fundamental para consolidar o aprendizado prático e o protagonismo juvenil. A secretária reforçou que a participação na olimpíada expande o interesse dos estudantes pela ciência, dando a oportunidade de vivenciarem de forma real os conteúdos programáticos, ao mesmo tempo em que estimula o espírito de pesquisa e a colaboração mútua.


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Redação

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