Escolas particulares dispensam guarda armada e focam em monitoramento

Escolas particulares dispensam guarda armada e focam em monitoramento
Foto: Divulgação

Thursday, 11 June 2026

Levantamento aponta que colégios privados na cidade mantêm segurança contínua nas estruturas, mas sem o uso de armas.

Após a prefeitura de Blumenau cancelar contratos milionários com empresas de segurança escolar devido a suspeitas de corrupção investigadas na operação Sentinela, a realidade da proteção nos colégios privados da cidade entrou em evidência. Um levantamento jornalístico realizado com instituições de ensino locais revelou que a guarda armada não é uma realidade em pelo menos seis escolas particulares do município, que preferem concentrar seus esforços em equipes desarmadas, inspetores treinados e sistemas eletrônicos de vigilância.

A reportagem mapeou diferentes bairros da cidade. No Centro, uma escola particular detalhou em nota que conta com uma equipe de cinco seguranças posicionados em todas as entradas, porém a vigilância atua de forma desarmada. No mesmo bairro, pais de alunos de outra instituição confirmaram a presença de profissionais nas etapas de entrada e saída, além de rondas internas, mas notaram que eles também não aparentam portar armamento — uma situação que gera sentimentos de vulnerabilidade em alguns familiares.

Ainda na rede privada blumenauense, outro colégio relatou uma estrutura composta por 30 inspetores treinados especificamente para a segurança escolar, além do suporte técnico de 80 câmeras de monitoramento instaladas nas áreas internas e externas. Contudo, a diretriz segue a mesma: sem armas de fogo.

Essa abordagem estende-se à educação infantil e aos diferentes bairros da região. Um Centro de Educação Infantil (CEI) focado no atendimento de crianças de 4 meses a 6 anos, localizado no bairro Vila Nova, informou que possui segurança em tempo integral, mas de forma desarmada. O mesmo cenário foi reportado por uma unidade privada no bairro Garcia e por outra localizada no bairro Velha Central, que mantém vigias civis desarmados. Outros três colégios consultados não enviaram respostas até a publicação.

Rompimento de contratos municipais soma R$ 68 milhões

O panorama da segurança privada ganha força no debate público logo após a administração municipal de Blumenau anunciar, em coletiva de imprensa liderada pelo prefeito Egidio Ferrari, a rescisão de três contratos que totalizavam R$ 68 milhões (sendo um de R$ 14 milhões, um de R$ 32 milhões e outro de R$ 22 milhões). O cancelamento ocorreu diante dos indícios de irregularidades apurados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e pelo Gaeco.

A prefeitura estabeleceu o prazo de até 26 de junho para o encerramento das atividades da empresa notificada e lançou, de forma emergencial, novas licitações para a manutenção, limpeza e contratação de novos serviços de vigilância para a rede pública de ensino.


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Rick

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