Blumenau lidera recorde histórico de transplantes de rim em SC

Blumenau lidera recorde histórico de transplantes de rim em SC
Foto: Divulgação

Thursday, 18 June 2026

Com forte engajamento local, estado alcança os melhores índices do país e consolida política pública de saúde pelo SUS.

O estado de Santa Catarina alcançou o maior número de transplantes de rim dos últimos anos, impulsionado por uma liderança expressiva de Blumenau na realização dos procedimentos. Os dados oficiais da Central de Transplantes apontam que a solidariedade catarinense colocou o estado no topo dos indicadores nacionais de doação de órgãos, garantindo aos pacientes uma das maiores chances do Brasil de receber um tecido ou órgão quando necessário.

De acordo com o balanço, o território catarinense lidera as taxas do país em efetivação de doadores (43%), doadores efetivos (42,8%) e ostenta o menor índice de recusa ou não autorização familiar (32%) do Brasil. Do total de transplantes renais executados no último ano fechado (2025), 332 ocorreram a partir de doadores falecidos e 13 envolveram doadores vivos. No primeiro quadrimestre do ano subsequente (janeiro a abril), o ritmo continuou aquecido com o registro de 94 transplantes renais, sendo apenas um com doador vivo.

Blumenau assume o protagonismo na saúde catarinense

O balanço estatístico detalhado pela Secretaria de Estado da Saúde evidencia a forte concentração e a referência dos serviços médicos locais. Das cinco cidades catarinenses que contam com centros habilitados para o transplante renal, o município de Blumenau despontou isolado na liderança das cirurgias.

Considerando os procedimentos realizados com doadores falecidos no ano de referência, a divisão por municípios apresentou o seguinte cenário:

  • Blumenau: 190 transplantes

  • Joinville: 78 transplantes

  • Criciúma: 34 transplantes

  • Chapecó: 25 transplantes

  • Itajaí: 5 transplantes

A centralização regionalizada e a expertise da estrutura de Blumenau também se repetiram nos transplantes com doador vivo, onde a cidade respondeu por 11 intervenções, enquanto Criciúma e Chapecó registraram apenas uma cada.

Uma política pública de duas décadas amparada pelo SUS

O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, reforçou que o expressivo resultado não é uma casualidade, mas o reflexo de uma política pública estruturada de forma contínua que se consolidou ao longo de mais de 20 anos. O arranjo do sistema catarinense tem viabilizado milhares de vidas salvas e gera impacto positivo tanto dentro quanto fora das fronteiras estaduais.

Todo o fluxo de atendimento é integralmente financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cobertura pública inclui desde o transporte do paciente e a internação até o ato cirúrgico e o tratamento subsequente, acolhendo inclusive pessoas vindas de outras regiões do país.

Critérios e a realidade da fila de espera

Apesar do recorde e da eficiência dos centros médicos, as autoridades de saúde enfatizam que o transplante renal demanda uma avaliação clínica extremamente minuciosa e critérios rígidos de compatibilidade imunológica. Para os casos com doador vivo, exige-se um vínculo familiar direto ou a devida autorização legal, além de uma bateria rigorosa de exames para preservar a segurança do receptor e do doador.

A Central de Transplantes pontua que a dinâmica histórica foca nos doadores falecidos — nos últimos 10 anos, transplantes com doadores vivos representaram apenas 3,8% do total. Atualmente, o estado possui somente cinco pessoas em processo de investigação para receber o órgão de um doador vivo. Por outro lado, 891 pacientes permanecem na lista de espera ativa por um rim de doador falecido, o que renova o apelo constante das equipes médicas para a conscientização familiar sobre a importância da doação de órgãos.


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Redação

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