Abandono toma conta do Parcão

Abandono toma conta do Parcão
Foto: Divulgação

Thursday, 20 August 2026

Após tentativas frustradas de concessão à iniciativa privada, prefeitura promete assumir reforma e reabertura do espaço de lazer localizado entre as ruas 7 de Setembro e Amazonas.

Uma década após sua inauguração, o Parque dos Animais, o popular "Parcão" localizado no Centro de Blumenau, vive um cenário de descaso. O espaço, que serve como um ponto estratégico de travessia entre as ruas 7 de Setembro e Amazonas, encontra-se fechado há meses, apresentando sinais visíveis de abandono e ocupação irregular.

O que deveria ser uma área de convivência e lazer para os moradores da região tornou-se um retrato do esquecimento. Em um terreno de 12,8 mil metros quadrados, que inclui uma área de preservação permanente na foz do Ribeirão Garcia, a infraestrutura — que conta com uma edificação de 65 metros quadrados e equipamentos para cães — sofre com a ação do tempo. Relatos apontam que aberturas na cerca e objetos deixados no local indicam que o espaço tem sido acessado indevidamente.

Tentativas de concessão sem sucesso

A gestão do parque tem sido um desafio para o poder público. Em 2023 e novamente em 2026, a prefeitura de Blumenau tentou transferir a administração do Parcão para a iniciativa privada por meio de editais de concessão. Ambas as tentativas, contudo, não atraíram interessados, deixando o futuro do espaço em um limbo administrativo.

A situação é agravada pela falta de clareza sobre o período exato em que o parque permanece interditado, dado que o local passou por aberturas e fechamentos intermitentes nos últimos tempos.

O plano de retomada

Diante do cenário de degradação, a prefeitura anunciou uma mudança de estratégia. Segundo nota oficial, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade assumirá a manutenção e o processo de reabertura, seguindo um modelo similar ao adotado na Casa Fritz Müller.

A promessa é de que as obras de reforma devem ter início nas próximas semanas. O cronograma inicial prevê a instalação de câmeras de segurança, reparos na edificação existente e a recuperação das cercas para garantir a integridade do perímetro. Enquanto as intervenções não acontecem, a população aguarda uma definição sobre quando poderá voltar a transitar pelo coração da cidade com segurança.


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Redação

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