Espera de 24 horas por ambulância revolta

Espera de 24 horas por ambulância revolta
Foto: Divulgação

Thursday, 03 September 2026

Bebê de quatro meses dependente de oxigênio esperou quase um dia por ambulância da prefeitura em Blumenau. Família precisou pagar transporte particular.

Um caso de extrema angústia mobilizou uma família em Blumenau após um bebê de apenas quatro meses, dependente de oxigênio e recém-saído de meses de internação na UTI, precisar aguardar cerca de 24 horas por uma ambulância da prefeitura para poder retornar para casa. A situação veio à tona com o relato da mãe, Iassol Turra, que detalhou a odisseia enfrentada para garantir o transporte seguro do pequeno Frederico.

O bebê, que utiliza traqueostomia e gastrostomia, havia dado entrada no Hospital Santo Antônio trazido pelo Samu no sábado anterior. Após receber a alta médica, a expectativa era de que o retorno ao lar ocorresse de forma célere, estruturada pelas redes de saúde do município. No entanto, o que deveria ser um momento de alívio transformou-se em uma longa espera dentro da unidade hospitalar.

A espera e a alternativa particular

Segundo o relato de Iassol, a prefeitura informou inicialmente que o transporte seria realizado por um veículo da frota municipal. Conforme o tempo passava sem que a ambulância aparecesse, a previsão mudou para um veículo terceirizado. A tarde avançou e a promessa não se concretizou, deixando a família sem suporte logístico adequado para conduzir uma criança em condição clínica delicada.

Diante da demora excessiva e do risco de prolongar a permanência hospitalar desnecessariamente, a família tomou a decisão de contratar uma ambulância particular por conta própria. O custo do serviço ficou em R$ 270.

Apesar de ambos os pais trabalharem, as despesas com o tratamento e os cuidados contínuos de Frederico exigem um esforço financeiro monumental, muitas vezes complementado com o auxílio de rifas e vaquinhas organizadas pela comunidade.

Próximos passos e posicionamento institucional

Inconformada com a falta de agilidade no serviço público, Iassol Turra solicitou o prontuário médico do filho junto ao hospital e já sinalizou que pretende formalizar uma denúncia contra a prefeitura no Ministério Público de Santa Catarina.

Procurada para esclarecimentos, a administração do hospital ressaltou que a organização e a liberação do transporte sanitário de pacientes são de competência da prefeitura municipal, ficando o fluxo condicionado à demanda diária e à disponibilidade operacional de veículos e motoristas.


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Redação

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