Crise deslocará 15 milhões para classes D e E

Wednesday, 26 August 2020
Com a perda de poder econômico, um número enorme de pessoas deve ficar mais pobre nos próximos meses.
O portal G1 (globo.com) trouxe um levantamento preocupante sobre a situação econômica de boa parte dos brasileiros. Dados da consultoria Tendência indicam que 15 milhões devem ingressar nas camadas sociais mais baixas do país, devido à baixa no mercado de trabalho.
São 3,8 milhões de domicílios que estariam entrando nas classes D e E até dezembro de 2020. A situação se deve à recessão causada pela pandemia de Coronavírus, instituída a partir de março deste ano.
O problema vai além do citado: outra parte dos cidadãos não irão conseguir progredir socialmente no mesmo período. Assim, o Brasil, efetivamente, fica mais pobre.
Brasileiros mais pobres x desemprego
O contingente trazido pela pesquisa é equivalente ao número total de habitates do estado da Bahia, quinto maior em tamanho territorial no Brasil. A renda dessas famílias atingirá um descréscimo para o valor de R$ 2,5 mil.
Ressalta-se que antes da crise sanitária imposta pela Covid-19, a consultoria Tendências, responsável pelo estudo, já esperava a piora do quadro, por causa do baixo crescimento econômico do país.
Porém, a chegada de parcela da população nas classes D e E seria em montante bem inferior: 600 domicílios. Portanto, somente a pandemia será responsável pela queda de 3,2 cidadãos.
Desempregados
Um os efeitos mais negativos da pandemia de Covid-19 é a deteriorização do mercado de trabalho. Houve grande queda formal e informal de empregos, chegando, entre maio e julho, ao patamar de 12,2 milhões de pessoas desempregadas.
Outro número, porém, pode aumentar ainda mais o problema: a taxa de desocupação. Parte dos brasileiros que perderam o emprego, cerca de 6 milhões, não voltaram a procurar ocupação laboral. Ou seja, esses números não se refletem, ainda, na taxa de desemprego.