Entidades criticam mudanças na Lei das Estatais

Entidades criticam mudanças na Lei das Estatais
Foto: Reprodução

Friday, 16 December 2022

Elas afirmam que ‘interferências comprometem o desenvolvimento do país’. Ações da Petrobras tombaram na quarta-feira após aprovação do texto na Câmara.

O mercado financeiro não reagiu bem à mudança na Lei das Estatais, aprovada na terça-feira (13) pela Câmara dos Deputados, que pode facilitar a indicação de políticos para a presidência e diretorias de empresas públicas.

Além do tombo nas ações da Petrobras – sinal claro de descontentamento –, entidades do mercado financeiro e da sociedade civil divulgaram uma nota contra a medida.

As instituições afirmam que a lei, editada em 2016, representou “avanço substancial na governança corporativa das empresas estatais federais, estaduais e municipais e na adoção de blindagem contra o risco de sua captura por interesses político-partidários”.

O projeto de lei ainda precisa ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente – não há prazo para isso acontecer.

Confira as entidades que assinam a nota:

  • AMEC - Associação dos Investidores no Mercado de Capitais
  • APIMEC Brasil – Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil
  • IBDEE - Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial
  • IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa
  • Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
  • INAC – Instituto Não Aceito Corrupção

A Lei das Estatais foi aprovada em 2016, durante o governo Michel Temer, com o objetivo barrar possíveis ingerências políticas que possam prejudicar o desenvolvimento das companhias.

Entre os principais pontos, a legislação proíbe que o governo indique para diretoria ou conselho de estatais pessoas que tenham atuado nos três anos (36 meses) anteriores como integrantes de instância decisória de partido político ou tenham feito trabalho vinculado a alguma campanha eleitoral.

Tombo da Petrobras

Com um tombo de quase 10% na quarta-feira – o equivalente a R$ 30 bilhões – a empresa passou a acumular perdas de R$ 219,5 bilhões em valor de mercado em menos de dois meses. É o que mostra um levantamento realizado pela plataforma TradeMap.

Para efeito de comparação, as perdas da estatal correspondem, praticamente, ao valor de mercado da Ambev, gigante do setor de bebidas, que encerrou o dia valendo R$ 238 bilhões.


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Redação

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