Uber foi um dos 'vilões' da inflação no Brasil em 2025

Uber foi um dos 'vilões' da inflação no Brasil em 2025
Foto: Divulgação

Saturday, 10 January 2026

Alta de 56,08% nas passagens de transporte por aplicativo impacta o bolso do brasileiro e pressiona o índice de preços.

O fechamento dos dados econômicos de 2025 trouxe um dado alarmante para quem depende de mobilidade urbana: o transporte por aplicativo, liderado pela Uber, registrou uma alta expressiva de 56,08%. O aumento coloca o serviço como um dos principais responsáveis pela pressão inflacionária no setor de serviços, afetando diretamente o custo de vida nas grandes cidades brasileiras.

A alta acumulada ao longo do último ano superou com folga a inflação oficial (IPCA), transformando o que antes era uma alternativa econômica em um peso significativo no orçamento das famílias.

Por que os preços subiram tanto?

Especialistas apontam uma combinação de fatores para esse salto de mais de 50%. Entre as principais causas citadas pelo mercado estão:

  • Custo dos Combustíveis: A volatilidade dos preços da gasolina e do diesel repassada indiretamente aos usuários.

  • Escassez de Motoristas: Um desequilíbrio entre a alta demanda de passageiros e o número de motoristas ativos, o que aciona o "preço dinâmico" com mais frequência.

  • Manutenção e Veículos: A alta no custo de peças e na valorização de carros seminovos elevou o custo operacional para os parceiros das plataformas.

O impacto no Setor de Serviços

O setor de serviços, que tem um peso relevante no cálculo do IPCA, foi o que mais sentiu o impacto. Enquanto outros setores mostraram estabilidade ou crescimento moderado, a mobilidade privada seguiu na contramão, tornando-se um item de "luxo necessário" para muitos trabalhadores que evitam o transporte público ineficiente.

Esse cenário de inflação setorial acende um alerta para o Banco Central e para o governo federal, que buscam estratégias para conter a alta de preços sem prejudicar o crescimento econômico e a geração de renda dos motoristas de aplicativo.

O que esperar para 2026?

Com a consolidação desses dados, a expectativa é de uma maior regulação do setor ou o surgimento de novas alternativas de transporte para equilibrar o mercado. Enquanto isso, o consumidor brasileiro tenta adaptar o orçamento à nova realidade das tarifas, que já não lembram em nada os preços praticados nos primeiros anos de operação do serviço no país.


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Redação

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