Crise dos juros altos: como SC socorre o empreendedor?

Sunday, 01 February 2026
Com Selic a 15%, programas Juro Zero e Pronampe SC tornam-se tábua de salvação para micro e pequenas empresas do Vale do Itajaí.
Em um cenário econômico onde a taxa Selic atinge a marca de 15%, o acesso ao crédito tornou-se um dos maiores desafios para quem empreende. Para os mais de 42 mil microempreendedores individuais (MEIs) de Blumenau, o custo do dinheiro no mercado convencional pode inviabilizar investimentos e o capital de giro. No entanto, linhas de crédito com juros subsidiados pelo Governo do Estado surgem como uma alternativa estratégica para manter a economia local aquecida.
O governo catarinense confirmou a continuidade de programas essenciais para 2026, focando em reduzir o impacto das altas taxas nacionais. A estratégia busca garantir que o empresário do Vale do Itajaí continue investindo sem comprometer o fluxo de caixa com encargos abusivos.
Juro Zero: o fôlego necessário para o MEI blumenauense
O programa Juro Zero continua sendo a principal porta de entrada para o microcrédito. Destinado exclusivamente aos MEIs, ele oferece empréstimos de até R$ 5 mil. O grande diferencial está no incentivo à pontualidade: ao pagar as sete primeiras parcelas em dia, a oitava — que corresponde aos juros da operação — é quitada pelo Estado.
Com Blumenau figurando entre as cidades com maior concentração de MEIs em Santa Catarina, o impacto social e econômico do programa é direto, permitindo desde a compra de mercadorias até a renovação de pequenos equipamentos.
Pronampe SC e o apoio às micro e pequenas empresas
Para negócios de maior porte, o Pronampe Santa Catarina atua como um escudo contra os juros altos. Direcionado a micro e pequenas empresas, o Estado assume 40% dos encargos em operações que variam de R$ 20 mil a R$ 150 mil.
Além disso, o programa se ramifica em frentes específicas:
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Pronampe Mulher: Focado em empresas lideradas por mulheres.
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Estrada Boa Rural: Subsídio total de juros para municípios que investem em infraestrutura do campo via Badesc e BRDE.
Como o empreendedor pode acessar os recursos
Diferente de linhas bancárias tradicionais que se tornam proibitivas com a Selic no topo, os programas estaduais são operacionalizados por instituições de microcrédito e agências de fomento como o Badesc. O objetivo é desburocratizar o acesso, permitindo que o recurso chegue rapidamente à ponta.
Para o empreendedor local, a recomendação é buscar as associações de microcrédito da região ou o Sebrae em Blumenau para entender o enquadramento em cada linha. Em um momento de "juros no teto", aproveitar o subsídio público é, antes de tudo, uma decisão de sobrevivência e inteligência financeira.