Novas regras do Pix: saiba como recuperar seu dinheiro

Monday, 02 February 2026
Banco Central facilita devolução de valores após golpes com rastreio automático.
Moradores de Blumenau e de todo o Vale do Itajaí contam agora com um aliado poderoso contra fraudes digitais. As novas diretrizes do Banco Central para o Pix, que entraram em vigor nesta segunda-feira (2), prometem agilizar a recuperação de valores desviados. A principal mudança está no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite o rastreamento do dinheiro mesmo que ele tenha sido pulverizado em diversas contas bancárias, algo comum em crimes de estelionato aplicados na região.
Antes desta atualização, a vítima só conseguia reaver o dinheiro se ele ainda estivesse parado na conta do golpista. Com as novas regras, o sistema monitora o trajeto do valor em até cinco níveis de transferências. Isso significa que, se o criminoso transferir a quantia para "contas laranjas" para tentar mascarar o rastro, o sistema identifica e bloqueia o recurso onde ele estiver, facilitando o retorno à conta de origem em até 11 dias após a contestação.
Como funciona o botão de contestação no aplicativo
Para garantir a segurança dos blumenauenses, as instituições financeiras agora são obrigadas a oferecer um canal de autoatendimento direto nos aplicativos. Não é mais necessário ligar para o banco ou enfrentar filas: o usuário pode clicar na transação suspeita e acionar o MED imediatamente. O compartilhamento de dados entre os bancos também se tornou obrigatório e mais rápido, permitindo que a instituição que recebeu o dinheiro seja alertada em menos de 30 minutos.
Dicas de segurança para o público blumenauense
Especialistas em segurança digital reforçam que, embora o sistema esteja mais robusto, a prevenção continua sendo o melhor caminho. Em Blumenau, golpes que utilizam nomes de empresas locais ou falsas centrais de atendimento de bancos conhecidos na Rua XV de Novembro têm sido relatados. O Banco Central alerta que o MED não deve ser usado para desacordos comerciais (como a compra de um produto que não foi entregue por arrependimento) ou erros de digitação do usuário, mas exclusivamente para casos de fraude, golpe ou coerção física.