Heineken anuncia demissão de 6 mil funcionários após queda nas vendas

Heineken anuncia demissão de 6 mil funcionários após queda nas vendas
Foto: Uma das maiores cervejarias do planeta passa por uma grande crise (divulgação)

Thursday, 12 February 2026

Grupo holandês busca redução de custos bilionária em meio aos impactos da pandemia no setor de bebidas.

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, confirmou a demissão em massa de cerca de 6 mil colaboradores globalmente. A medida faz parte de um plano estratégico de reestruturação para recuperar as margens de lucro, que foram severamente afetadas pelo fechamento do comércio e bares durante a pandemia de Covid-19. Com o anúncio, a companhia pretende alcançar uma economia de 2 bilhões de euros até o ano de 2023.

Impactos no mercado e foco na digitalização

A decisão reflete um cenário desafiador para o setor de bebidas. Segundo o CEO da companhia, Dolf van den Brink, a reestruturação não foca apenas em cortes, mas em uma transformação organizacional. O objetivo é tornar a empresa mais ágil, simplificando processos e investindo pesado na digitalização das vendas e no portfólio de produtos premium, que seguem como a principal aposta da marca para os próximos anos.

Em Blumenau e região, onde o mercado de cervejas é um dos pilares da economia e do turismo, movimentos de gigantes como a Heineken são acompanhados de perto. Mudanças globais no consumo e na logística dessas corporações costumam ditar tendências que impactam desde a distribuição local até a competitividade das microcervejarias catarinenses.

Resultados financeiros e projeções

Apesar da redução no quadro de funcionários — que representa quase 10% da força de trabalho total do grupo —, a Heineken busca manter sua relevância em mercados-chave. A empresa registrou prejuízo líquido no último balanço anual, o que acelerou a necessidade de cortes operacionais e a revisão de contratos de marketing e patrocínios.

A expectativa é que a economia gerada com a demissão em massa e a otimização da cadeia produtiva permita que o grupo retorne aos níveis de rentabilidade anteriores à crise sanitária. O mercado financeiro reagiu com cautela, monitorando como a marca preservará sua fatia de mercado frente a concorrentes que também enfrentam pressões inflacionárias.


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Redação

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