Receita Federal quer taxar Bitcoin: Entenda o novo imposto de 3,5% sobre criptos

Thursday, 12 February 2026
Medida do Governo Federal busca igualar criptoativos ao câmbio tradicional e pode impactar investidores de Blumenau ainda este ano.
O mercado financeiro digital está em alerta com a nova movimentação da Receita Federal. O governo brasileiro prepara um decreto para instituir a cobrança de 3,5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra de ativos virtuais, como o Bitcoin. A proposta, que deve passar por consulta pública, mira a chamada "isonomia tributária", tentando equiparar a aquisição de moedas digitais às operações de câmbio já tributadas no país.
Para o investidor de Blumenau — cidade que se destaca pelo forte polo tecnológico e crescente interesse em ativos digitais — a mudança exige atenção ao planejamento financeiro. A intenção da equipe econômica é que a nova regra ajude a fechar brechas regulatórias e aumente a arrecadação, aproveitando a regulamentação do setor que entrou em vigor em fevereiro.
O que muda para o investidor pessoa física?
A boa notícia para o pequeno investidor é a previsão de uma faixa de isenção. Segundo a minuta do decreto, compras de até R$ 10 mil por mês realizadas por pessoas físicas ficariam isentas do novo IOF. Acima deste valor, a alíquota de 3,5% passaria a incidir diretamente sobre a operação de compra.
A Receita Federal defende que a medida não configura bitributação, mas sim um ajuste regulatório necessário. Atualmente, as criptomoedas já possuem regras de Imposto de Renda sobre o ganho de capital (venda com lucro), mas a compra em si permanecia livre de IOF até então.
Por que o governo decidiu taxar agora?
Três pilares sustentam a decisão da Receita:
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Neutralidade fiscal: Evitar que investidores prefiram criptoativos apenas para fugir das taxas incidentes no câmbio tradicional.
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Combate a ilícitos: Aumentar o monitoramento sobre o fluxo de capital para coibir a lavagem de dinheiro.
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Segurança jurídica: Com a regulação do Banco Central avançando, o governo quer consolidar o status dos criptoativos como instrumentos financeiros formais.
Impacto no mercado local de Blumenau
Com uma comunidade de TI vibrante e muitas empresas de software aceitando ou operando com tecnologias de blockchain, Blumenau sente de perto as mudanças no ecossistema cripto. Especialistas indicam que o novo imposto pode encarecer a entrada de novos investidores no mercado, mas, por outro lado, traz uma camada de formalidade que pode atrair perfis mais conservadores para o setor.
A proposta ainda será submetida a críticas e sugestões da sociedade. No entanto, a expectativa é de que o decreto presidencial seja assinado logo após o período de consulta, podendo entrar em vigor rapidamente, já que mudanças no IOF não dependem de aprovação do Congresso Nacional e nem precisam respeitar o princípio da anterioridade anual (podendo valer no mesmo ano da publicação).