The Economist alerta países ricos para o risco de brasileirização da economia

The Economist alerta países ricos para o risco de brasileirização da economia
Foto: Juros elevados e dívidas públicas são a receita para o caos econômico (reprodução)

Saturday, 14 February 2026

Prestigiada revista britânica utiliza o exemplo do Brasil para apontar perigos de desequilíbrio fiscal e inflação em nações desenvolvidas.

O termo "brasileirização" acaba de ganhar um novo e preocupante significado nas páginas da revista britânica The Economist. Em uma análise que repercute no mercado financeiro de Santa Catarina, a publicação alerta que economias ricas estão começando a adotar vícios econômicos historicamente atribuídos ao Brasil, como gastos públicos elevados, proteção a setores nacionais e uma convivência perigosa com a inflação.

Para o empresariado de Blumenau, polo industrial e tecnológico que respira indicadores econômicos, o alerta serve como um termômetro global. A revista argumenta que, após décadas de estabilidade, países da Europa e os Estados Unidos estão flertando com políticas que priorizam o curto prazo em detrimento da saúde fiscal, uma armadilha que os brasileiros conhecem bem há décadas.

O que significa o conceito de brasileirização

A análise da The Economist foca no aumento do endividamento público global. O texto aponta que as nações desenvolvidas estão "ficando parecidas com o Brasil" ao permitirem que o Estado intervenha de forma agressiva na economia, subsidiando indústrias e relaxando o rigor com as contas públicas. Essa mudança de postura pode levar a juros permanentemente mais altos e a uma perda de confiança dos investidores internacionais.

Embora o Brasil tenha avançado em áreas como a autonomia do Banco Central e a sofisticação do agronegócio, o país ainda é citado como o exemplo de "país do futuro" que nunca chega devido ao seu desequilíbrio fiscal crônico. Agora, o medo da revista é que o mundo desenvolvido perca sua maior vantagem competitiva: a previsibilidade.

Impactos locais e o olhar de Blumenau

A economia de Blumenau e do Vale do Itajaí, fortemente ligada à exportação e à importação de componentes, sente diretamente as oscilações causadas por esse tipo de cenário global. Quando o "risco Brasil" se espalha para os grandes mercados, a volatilidade do câmbio e a pressão inflacionária tendem a aumentar, afetando desde o custo da matéria-prima no setor têxtil até o poder de compra do consumidor na Rua XV de Novembro.

A autoridade no nicho de notícias de Blumenau e região se constrói ao observar como esses movimentos globais impactam o dia a dia local. O alerta da The Economist não é apenas uma crítica ao modelo brasileiro, mas um aviso de que os erros do passado da nossa economia estão sendo replicados por quem deveria dar o exemplo de austeridade.


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Redação

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