Vendas no varejo brasileiro registram queda de 0,4% em dezembro

Saturday, 14 February 2026
Resultado do IBGE veio abaixo das expectativas do mercado; recuo em combustíveis e artigos de uso pessoal puxaram o índice para baixo.
O comércio brasileiro encerrou o último mês do ano com um desempenho aquém do esperado por analistas e investidores. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o volume de vendas no varejo nacional recuou 0,4% em dezembro. O número acende um alerta para o setor, já que a projeção mediana do mercado financeiro indicava uma retração mais leve, de apenas 0,2%.
Setores que mais impactaram o recuo
A queda foi influenciada principalmente pelo desempenho negativo de segmentos que costumam ter fôlego no fim de ano. Entre as oito atividades pesquisadas, quatro apresentaram taxas negativas. Os destaques de baixa foram:
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Combustíveis e lubrificantes: Queda de 1,2%.
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Outros artigos de uso pessoal e doméstico: Recuo de 1,1%.
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Móveis e eletrodomésticos: Retração de 0,8%.
Em contrapartida, o setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo — que possui forte presença e grandes redes no Vale do Itajaí — apresentou uma estabilidade com viés positivo (0,1%), evitando que o índice geral fosse ainda mais drástico.
Varejo ampliado e o cenário econômico
No chamado "varejo ampliado", que inclui as vendas de veículos, motos, peças e material de construção, o resultado foi uma queda de 0,2%. O setor de veículos e peças, especificamente, teve um recuo de 0,7%, refletindo a sensibilidade dos consumidores às taxas de juros e ao acesso ao crédito no fechamento do ano.
Para os lojistas de Blumenau, o dado nacional serve como um termômetro de cautela. Embora a região tenha uma dinâmica econômica própria e resiliente, a retração nacional em bens duráveis (como móveis e eletros) demonstra um comportamento de consumo mais contido por parte das famílias brasileiras.
O que esperar para os próximos meses
Apesar do recuo mensal, o acumulado do ano ainda mantém sinais de resiliência, mas os economistas apontam que o início de 2026 exigirá estratégias agressivas de promoções e controle de estoque para compensar o desaquecimento de dezembro. A inflação controlada em alguns setores de alimentos pode ser o fôlego necessário para manter o giro nas gôndolas locais.