As verdades escondidas por trás dos dados do governo Lula

Monday, 16 February 2026
Críticas ao "otimismo artificial" de Brasília acendem alerta em Blumenau sobre a real situação do emprego e do PIB nacional.
Enquanto os canais oficiais do governo Lula tentam vender um Brasil de vento em popa, a realidade técnica contesta a euforia. No mais recente artigo de Pedro Fernando Nery no Estadão, a expressão "economia fantasiada" ganha contornos preocupantes. Para nós, no Vale do Itajaí, onde a economia gira no ritmo real da indústria e do comércio, entender essa "maquiagem" é fundamental para não cair em armadilhas estatísticas.
O ponto central da crítica é como o governo utiliza métricas que ignoram a precariedade do mercado de trabalho e o peso dos benefícios sociais na distorção dos números da pobreza.
O "pleno emprego" que não paga as contas
O governo comemora taxas de desemprego em níveis historicamente baixos, mas esquece de mencionar o crescimento da informalidade e o papel do Bolsa Família. Segundo Nery, o desemprego "real" atinge patamares muito superiores quando se olha para quem parou de buscar emprego por desalento ou porque o benefício social, embora necessário, mascara a inatividade produtiva.
Em cidades como Blumenau, onde o trabalho formal é um pilar de identidade, ver o governo Federal celebrar números inflados por "bicos" e auxílios é um soco no estômago de quem produz e emprega.
IBGE sob suspeita e a "Pochmannização"
A indicação de Marcio Pochmann para o IBGE não foi um movimento técnico, mas uma estratégia clara de controle de narrativa. Críticos apontam que a troca de diretores e a mudança de metodologias visam criar um "universo paralelo" onde a inflação é menor e o PIB é sempre maior do que o sentido no bolso do consumidor.
"Não se faz política pública séria com dados martelados. O Brasil precisa encarar a precariedade real do trabalho, em vez de se esconder atrás de estatísticas de 'vidro'."
Reflexos para o catarinense
Por que isso importa para Blumenau? Porque dados fantasiosos geram decisões erradas em Brasília, como a manutenção de gastos públicos elevados e o aumento da carga tributária para sustentar um crescimento que só existe no papel. Santa Catarina, que costuma carregar o Brasil nas costas em termos de eficiência, acaba pagando a conta dessa "fantasia" através de menos investimentos e mais impostos.
É hora de desinflar o balão do marketing governamental e exigir transparência. A economia não se move por decreto ou narrativa; ela se move por produtividade e confiança — duas coisas que a maquiagem de dados tende a destruir no longo prazo.