Novo piso regional de SC tem acordo e valores para 2026 definidos

Novo piso regional de SC tem acordo e valores para 2026 definidos
Foto: Comemoração dos resultados na FIESC (divulgação)

Saturday, 28 February 2026

Após negociação entre patrões e empregados, o reajuste médio de 6,49% será enviado à Alesc; confira quanto cada categoria deve receber.

Uma notícia aguardada por milhares de trabalhadores de Blumenau e de todo o estado acaba de ser confirmada. Em um exemplo de diálogo que já dura 16 anos, representantes de empregadores e trabalhadores selaram o acordo para a atualização do piso salarial regional de Santa Catarina para 2026. O consenso estabeleceu um reajuste médio de 6,49% nas quatro faixas salariais existentes, garantindo que o estado continue sendo uma referência nacional em negociação direta.

O impacto no bolso do trabalhador catarinense

Com o novo acordo, os valores foram reajustados para oferecer mais fôlego ao orçamento das famílias. A proposta agora segue para o governo do Estado, que elaborará o projeto de lei para votação na Assembleia Legislativa (Alesc).

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o resultado reforça o compromisso com o desenvolvimento catarinense: "A negociação direta, pautada pelo respeito mútuo, mostra a importância da união em favor do nosso crescimento". Do lado dos trabalhadores, Ivo Castanheira, do DIEESE-SC, destacou que o acordo simboliza uma importante distribuição de renda no único estado do país onde essa negociação ocorre de forma direta e consensual.

Confira os novos valores por categoria

O mínimo regional é destinado exclusivamente aos profissionais que não possuem piso salarial definido por lei federal ou convenção coletiva. Veja como ficam as faixas:

  • 1ª Faixa (R$ 1.842,00): Inclui agricultura, pecuária, indústrias extrativas, pesca, empregados domésticos, construção civil e motoboys.

  • 2ª Faixa (R$ 1.908,00): Abrange indústrias do vestuário, calçados, fiação, tecelagem, mobiliário e profissionais de telemarketing.

  • 3ª Faixa (R$ 2.022,00): Focada em indústrias químicas, farmacêuticas, alimentação e o setor de comércio em geral.

  • 4ª Faixa (R$ 2.106,00): Atende metalúrgicos, gráficas, motoristas do transporte em geral, auxiliares de administração escolar e profissionais de saúde.

Por que o piso de SC é diferente?

Diferente de outros estados, o modelo catarinense, instituído em 2009, prioriza a conversa entre as federações antes da intervenção política. Isso garante que os valores reflitam a realidade econômica local, especialmente em polos industriais e comerciais fortes como a região do Vale do Itajaí.

A expectativa é que a tramitação na Alesc ocorra de forma célere, permitindo que o novo piso entre em vigor conforme o cronograma oficial do Estado, beneficiando diretamente quem movimenta a economia de Blumenau.


>> SOBRE O AUTOR

Redação

>> COMPARTILHE