Novo piso regional de SC terá alta de 6,49%

Novo piso regional de SC terá alta de 6,49%
Foto: Diversas cédulas de dinheiro (divulgação)

Thursday, 05 March 2026

Acordo entre patrões e empregados define novos valores para as quatro faixas salariais em 2026; proposta segue para a Alesc,

O mercado de trabalho em Blumenau e em toda Santa Catarina se prepara para uma atualização importante no bolso. Em uma negociação que reforça o protagonismo do diálogo catarinense, representantes de trabalhadores e empregadores fecharam o acordo para o reajuste do piso salarial estadual de 2026. Com um aumento médio de 6,49%, o novo salário mínimo regional deve elevar o teto das faixas para além dos R$ 2.100,00, beneficiando diretamente categorias que movem a economia do Vale do Itajaí.

O consenso foi alcançado após rodadas de conversas na sede da Fiesc, em Florianópolis, e agora o texto segue para o governo do estado. O próximo passo é o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para a oficialização dos valores, que tradicionalmente possuem efeito retroativo a 1º de janeiro.

Entenda as novas faixas salariais em Santa Catarina

Diferente do salário mínimo nacional, o piso de Santa Catarina é dividido em quatro categorias distintas, abrangendo setores que não possuem convenção coletiva própria. Confira como ficam os valores projetados para 2026:

  • 1ª Faixa (de R$ 1.730 para R$ 1.842,00): aplicada aos setores de agricultura, pecuária, indústrias extrativas, construção civil e empregados domésticos.

  • 2ª Faixa (de R$ 1.792 para R$ 1.908,00): contempla indústrias do vestuário e calçados, fiação, tecelagem e artefatos de couro — setores com forte presença fabril na região de Blumenau.

  • 3ª Faixa (de R$ 1.898 para R$ 2.022,00): destinada aos trabalhadores das indústrias químicas, farmacêuticas, de alimentação e aos empregados do comércio em geral.

  • 4ª Faixa (de R$ 1.978 para R$ 2.106,00): inclui as indústrias metalúrgicas, mecânicas, material elétrico, gráficas, além de profissionais da saúde e turismo.

O diferencial do modelo catarinense

Santa Catarina se destaca no cenário nacional por ser um dos poucos estados onde o reajuste do mínimo regional é definido por meio de negociação direta entre as federações laborais e patronais. Segundo Ivo Castanheira, coordenador da comissão dos trabalhadores e diretor do Dieese/SC, o modelo garante uma distribuição de renda mais equilibrada e fortalece o poder de compra local.

Para as empresas de Blumenau, especialmente as do setor têxtil e metalmecânico, o anúncio traz previsibilidade para o planejamento financeiro do ano. Já para os trabalhadores, o reajuste de 6,49% representa um ganho real acima da inflação acumulada, injetando novo ânimo no consumo interno da cidade.

Próximos passos e vigência

Com a entrega do acordo ao governador Jorginho Mello, a expectativa é de que a Alesc vote o projeto de lei complementar em regime de urgência. Uma vez aprovada e sancionada, a lei garante que os trabalhadores recebam as diferenças salariais de forma retroativa, mantendo a tradição do estado de valorizar a mão de obra catarinense.


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Redação

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