Diesel sobe e ANTT autoriza reajuste no piso mínimo do frete

Diesel sobe e ANTT autoriza reajuste no piso mínimo do frete
Foto: Caminhão realizando frete (divulgação)

Wednesday, 18 March 2026

Medida impacta transportadoras de Blumenau e região após combustível saltar 13%.

O bolso de quem transporta riquezas pelas estradas do Vale do Itajaí sentirá o reflexo direto das bombas de combustível. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) oficializou um reajuste extraordinário nos valores mínimos do frete rodoviário de cargas em todo o país. A decisão, publicada via portaria no Diário Oficial da União, é uma resposta obrigatória à disparada no preço do óleo diesel S10, que superou o "gatilho" de variação previsto na legislação federal.

O gatilho que mudou os custos em Blumenau

Para quem atua na logística de Blumenau, entender a regra é fundamental para manter a saúde financeira do negócio. Pela Lei 13.703/2018, a ANTT é obrigada a revisar a tabela sempre que o preço do diesel oscila mais de 5%, para cima ou para baixo.

Desta vez, a pressão veio de um aumento expressivo: segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do diesel S10 saltou de R$ 6,08 para R$ 6,89 por litro. Essa alta de mais de 13% tornou o reajuste do frete inevitável para garantir a sustentabilidade de caminhoneiros autônomos e frotistas da nossa região.

Como ficam os novos valores do frete?

O impacto não é linear e varia conforme a especificidade do transporte. Confira os reajustes médios por categoria:

  • Cargas comuns (lotação): Aumento médio de 4,82%.

  • Veículos automotores de carga: Reajuste de 5,57%.

  • Cargas de alto desempenho: Alta entre 6,15% e 7,00%.

  • Transporte frigorificado: Foi o setor com maior impacto, podendo chegar a quase 8% de correção nos coeficientes de deslocamento.

Ferramentas para o transportador local

Para evitar prejuízos em rotas que partem ou chegam ao Vale do Itajaí, a ANTT recomenda que os profissionais utilizem a calculadora oficial disponível no portal do órgão. A tabela atualizada serve como uma proteção legal, garantindo que o valor pago por quilômetro rodado cubra, ao menos, os custos operacionais básicos diante da instabilidade dos combustíveis.


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Redação

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