Caminhoneiros decidem não fazer greve nacional por alta do diesel

Caminhoneiros decidem não fazer greve nacional por alta do diesel
Foto: Fila de caminhões na estrada (reprodução)

Friday, 20 March 2026

Categoria opta por negociação com o governo e mantém estado de alerta; impacto em Blumenau e no Vale do Itajaí é monitorado.

A possibilidade de uma paralisação nacional dos caminhoneiros, que vinha gerando apreensão em setores produtivos de Blumenau e de todo o Vale do Itajaí, foi descartada momentaneamente. Em assembleia realizada pelo Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista), considerada soberana para a categoria, os motoristas decidiram não iniciar uma greve, apesar da forte insatisfação com a recente alta nos preços do óleo diesel.

O movimento é acompanhado de perto por transportadoras e motoristas autônomos da nossa região, onde o escoamento de mercadorias têxteis e metalúrgicas depende diretamente do frete rodoviário. Para as lideranças, o foco agora é a via diplomática. Uma reunião com o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, já está agendada para o dia 25 de março.

Negociações e avanços na fiscalização

A decisão de não cruzar os braços ocorreu após a publicação da Medida Provisória (MP) 1.343/2026. O texto traz avanços importantes, como a previsão de punições rigorosas para empresas que descumprirem o preço mínimo do frete. A fiscalização será intensificada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), com a promessa de conferência de 100% dos fretes emitidos.

Representantes como Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava, destacam que a MP é um passo positivo, mas ainda precisa de ajustes em pontos específicos, como seguros e identificação de peso. Em Blumenau, onde o custo logístico impacta diretamente o preço final dos produtos nas prateleiras, o setor de transporte observa com cautela o prazo de sete dias estabelecido para as novas rodadas de negociação.

Pressão do combustível e estado de alerta

O cenário permanece sensível. O diesel acumula uma alta superior a 18% desde o final de fevereiro, impulsionado pela volatilidade do petróleo no mercado internacional devido a conflitos globais. Embora a greve tenha sido descartada neste momento, as lideranças reforçam que a categoria continua em "estado de alerta".

Para o motorista do Vale do Itajaí, o alívio imediato vem com a garantia de que as rodovias, como a BR-470 e a BR-101, seguirão com fluxo normalizado, sem riscos de bloqueios ou desabastecimento local nos próximos dias. O desdobramento das conversas em Brasília na próxima semana será decisivo para manter essa estabilidade.


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Redação

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