Geração Z: do aperto no aluguel à geração mais rica da história

Geração Z: do aperto no aluguel à geração mais rica da história
Foto: Linda jovem ruiva sorrindo (dibulgação)

Friday, 20 March 2026

Embora o custo de vida pressione o orçamento, estudo aponta que essa geração herdará fortuna global de US$ 74 trilhões.

Quem caminha pela XV de Novembro ou busca por um apartamento para alugar nos bairros Vila Nova e Victor Konder sabe: equilibrar o salário com o custo de vida em Blumenau não é tarefa fácil. No entanto, o cenário para os nascidos entre meados dos anos 90 e o início de 2010 está prestes a mudar radicalmente. Um estudo recente do Bank of America revela que, embora hoje a Geração Z precise de 146% do salário mínimo para sobreviver, ela está a caminho de se tornar a mais rica de todos os tempos.

A virada financeira até 2030

A dificuldade atual em pagar aluguel ou adquirir a casa própria — realidade comum para muitos jovens blumenauenses que veem os preços dos imóveis subir na região — parece ser o "último obstáculo" antes de uma bonança sem precedentes. Segundo os dados da instituição financeira, a riqueza acumulada por esse grupo deve saltar para US$ 36 trilhões globalmente em apenas cinco anos.

O otimismo do Bank of America projeta que essa geração será o motor da economia global, com um patrimônio que alcançará os US$ 74 trilhões. Esse movimento será impulsionado não apenas pelo trabalho e pela superqualificação profissional, mas também por uma transferência de patrimônio histórica das gerações anteriores (os Baby Boomers).

Superqualificação e desafios no mercado local

Em polos tecnológicos e industriais como Blumenau, a Geração Z se destaca por ser altamente instruída. Contudo, o estudo aponta um paradoxo: mesmo sendo o grupo mais qualificado, muitos enfrentam o fenômeno da "esquiva do trabalho" tradicional ou a rejeição de vagas que não oferecem equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Em Santa Catarina, onde a taxa de desemprego é tradicionalmente baixa, o desafio das empresas locais será adaptar-se a esses novos "donos do dinheiro", que priorizam saúde mental e propósito acima de modelos corporativos rígidos.

A luz no fim do túnel para o bolso

Nos últimos dois anos, a Geração Z já conseguiu acumular cerca de US$ 9 trilhões (aproximadamente R$ 46,4 trilhões). Para o jovem de Blumenau que hoje divide apartamento para arcar com as despesas, os dados sugerem que a mudança de patamar econômico virá mais rápido do que o esperado.

Especialistas indicam que o amadurecimento dessa geração no mercado e a herança de ativos imobiliários e financeiros devem consolidar esse domínio econômico até a próxima década.


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Redação

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