Governo zera tarifa de 191 eletrônicos que tiveram aumento de imposto

Thursday, 26 March 2026
Medida da Camex busca reduzir custos para a indústria e garantir o abastecimento de itens sem produção nacional equivalente, mas nomes dos itens ainda não foram revelados.
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu, nesta quinta-feira (26), zerar a alíquota do Imposto de Importação de 191 produtos eletrônicos e de informática. A medida reverte o aumento tarifário aplicado em fevereiro e beneficia itens que não possuem produção nacional similar, garantindo fôlego para o setor produtivo e para o comércio, inclusive em polos tecnológicos como Blumenau e região.
A decisão faz parte de um pacote mais amplo que zerou a tarifa de um total de 970 produtos. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a maior parte das concessões (779 itens) foi de renovações rotineiras. Já os 191 itens de eletrônicos contemplados agora representam uma resposta técnica a pedidos de empresas que comprovaram a ausência de oferta suficiente no mercado interno.
Foco na indústria e no abastecimento regional
Para Blumenau, cidade com forte DNA industrial e tecnológico, a desoneração de componentes e bens de capital é estratégica. A redução de custos de produção ajuda a conter pressões inflacionárias e evita gargalos no abastecimento de insumos essenciais. Entre os itens que voltaram a ter alíquota zerada estão componentes eletrônicos e equipamentos de informática que haviam sofrido elevação tarifária para mais de 1,2 mil produtos no início do ano.
Além do setor de tecnologia, a Camex também zerou impostos de outros setores vitais para a economia catarinense, como:
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Saúde: Medicamentos para diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia;
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Agronegócio: Fungicidas e inseticidas;
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Indústria têxtil: Insumos para produção;
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Cervejaria: Lúpulo para fabricação de cerveja (setor icônico de Blumenau).
Critérios e prazos
A redução tem validade inicial de quatro meses, período em que o governo realiza uma análise definitiva sobre a necessidade de manutenção da alíquota zero. O Mdic reforçou que novas solicitações de revisão tarifária podem ser feitas até o dia 30 de março, permitindo que empresas locais ainda busquem benefícios para itens específicos que impactam a produção regional.
A iniciativa visa, sobretudo, o reequilíbrio econômico após as altas de fevereiro, assegurando que a indústria nacional — especialmente aquela que depende de tecnologia importada para inovar — não seja prejudicada por custos excessivos de importação.