Diesel dispara 22,53% após início de guerra no Irã e preço assusta motoristas

Diesel dispara 22,53% após início de guerra no Irã e preço assusta motoristas
Foto: Bomba de diesel (divulgação)

Saturday, 28 March 2026

Com o fechamento do estreito de Hormuz, combustível atinge maior valor médio desde julho de 2022; gasolina também registra alta de 7,61%.

A escalada do conflito no Oriente Médio chegou com força ao bolso dos motoristas brasileiros e já reflete nas bombas de Blumenau e região. Segundo dados recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do litro do diesel saltou 22,53% desde o início das hostilidades no Irã, passando de R$ 6,08 na primeira semana de março para os atuais R$ 7,45. Trata-se do maior patamar registrado desde julho de 2022, quando o valor chegou a R$ 7,48.

A disparada é uma consequência direta da crise geopolítica que compromete o estreito de Hormuz, via por onde escoa 20% da produção mundial de petróleo. Com a rota obstruída, o barril do tipo brent ultrapassou a marca de US$ 100 pela primeira vez em dois anos, pressionando os custos em toda a cadeia de abastecimento nacional.

Gasolina acompanha alta e fiscalização é intensificada

Embora o diesel seja o item mais impactado pela crise, a gasolina comum não ficou imune. O combustível teve uma alta acumulada de 7,61% no período, subindo de uma média de R$ 6,30 para R$ 6,70 por litro. Em casos isolados monitorados pela ANP, foram identificados postos comercializando o diesel a R$ 9,35 e a gasolina a R$ 9,39.

Para tentar conter o avanço dos preços e minimizar os danos à economia, o governo federal anunciou a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel. Além disso, uma ofensiva de fiscalização foi montada: a Polícia Federal e a ANP realizam operações conjuntas para identificar cobranças abusivas e crimes contra o consumidor, investigando se a alta nas bombas está proporcional aos custos internacionais ou se há ampliação injustificada das margens de lucro.

Cenário de incerteza no mercado internacional

Analistas indicam que a estabilização dos preços depende diretamente da duração do conflito e da reabertura das rotas marítimas. Enquanto o impasse no Irã persistir, a volatilidade deve continuar sendo o principal desafio para o setor de transportes e para o consumidor final em Santa Catarina, que já sente o reflexo no custo do frete e dos serviços locais.


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Redação

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