Motoboys protestam em frente à Prefeitura de Blumenau por mudanças no setor

Motoboys protestam em frente à Prefeitura de Blumenau por mudanças no setor
Foto: Motoboys em assembleia (reprodução)

Thursday, 02 April 2026

Categoria reivindica revisão de taxas e melhorias na mobilidade urbana em ato realizado no centro da cidade nesta quarta-feira.

A rotina do trânsito no Centro de Blumenau foi marcada por uma manifestação de motoboys nesta quarta-feira, dia 1º. O grupo de trabalhadores se reuniu em frente à sede da prefeitura para expressar descontentamento com a atual carga de taxas e as exigências de capacitação impostas à categoria. O ato, definido pelos organizadores como pacífico, buscou chamar a atenção do poder público para demandas que, segundo os profissionais, impactam diretamente o exercício da atividade de motofrete no município.

As principais pautas do movimento

O foco central do protesto reside na aplicação da Lei Federal nº 12.009/2009. Os manifestantes apontam dificuldades no acesso à capacitação obrigatória exigida pela legislação e pedem que o curso de motofrete seja ofertado de forma gratuita pela Escola Pública de Trânsito de Blumenau.

Além da questão educacional, a pauta entregue pelo movimento inclui:

  • Pontos de apoio: Criação de estruturas físicas para descanso e higiene, sugeridas por meio de parcerias público-privadas (PPPs).

  • Corredores de ônibus: Retomada da discussão sobre a liberação do tráfego de motocicletas nas faixas exclusivas, proposta que já tramitou na cidade, mas foi retirada de pauta.

  • Taxas e custos: Críticas ao surgimento de novas cobranças que oneram o rendimento dos entregadores.

Próximos passos e diálogo com o município

A mobilização não se limitou ao ato presencial. De acordo com a liderança do movimento, um ofício detalhando cada uma das reivindicações será protocolado oficialmente junto à administração municipal nesta quinta-feira, dia 2. O objetivo é estabelecer um canal de diálogo para tratar das adequações de segurança e mobilidade urbana voltadas especificamente para quem utiliza a moto como ferramenta de trabalho.

Até o fechamento desta reportagem, a categoria aguarda um posicionamento das autoridades locais sobre o recebimento do documento e a possibilidade de abertura de mesas de negociação.


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Redação

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