Arrecadação com taxa das blusinhas sobe 25% em janeiro

Arrecadação com taxa das blusinhas sobe 25% em janeiro
Foto: Encomendas que ficarão ainda mais caras (divulgação)

Saturday, 04 April 2026

Inaceitável:: Alckmin reforça que tributação sobre compras internacionais é essencial para proteger empregos e a indústria nacional

O setor têxtil de Blumenau e região acompanha de perto os novos números do governo federal. Em janeiro de 2026, a arrecadação com o imposto de importação sobre pequenas encomendas internacionais, a popular “taxa das blusinhas”, registrou um salto de 25% na comparação anual, alcançando a marca de R$ 425 milhões. O balanço reforça a estratégia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para equilibrar a concorrência com o mercado externo.

Defesa do emprego nacional

O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin defendeu publicamente a manutenção da medida, argumentando que o tributo é um mecanismo fundamental para a proteção da renda e do emprego no Brasil. Segundo Alckmin, enquanto o produto fabricado em solo brasileiro arca com uma carga tributária que varia entre 45% e 50%, os produtos importados, mesmo com a taxa, pagam cerca de 30%, o que ainda mantém um cenário de competitividade desafiador para as malharias e confecções locais.

A defesa da medida ocorre em um momento em que a indústria nacional busca isonomia tributária. Para Alckmin, a taxação não é apenas uma questão fiscal, mas uma ferramenta de ajuste necessária para evitar a desindustrialização. Ele comparou o ajuste fiscal à rotina de "cortar as unhas", indicando que deve ser um trabalho permanente para otimizar recursos sem atingir as camadas mais pobres.

Impacto nas remessas e no comércio

Apesar da cobrança do imposto, o interesse por compras internacionais não esfriou. O número de remessas processadas em janeiro subiu de 11,4 milhões para 15,3 milhões. O programa Remessa Conforme é apontado como o principal pilar para essa organização, garantindo que cerca de 50 milhões de brasileiros cumpram as obrigações tributárias diretamente nas plataformas de e-commerce habilitadas.

Pressão política e o futuro da taxa

Mesmo com o sucesso na arrecadação, a medida enfrenta resistência. Na Câmara dos Deputados, tramitam projetos que visam zerar novamente o imposto para compras de até US$ 50. O governo, no entanto, mantém a postura de que a renúncia fiscal poderia prejudicar o setor produtivo nacional, especialmente em polos fabris como o Vale do Itajaí, onde a produção têxtil é o motor da economia local.


>> SOBRE O AUTOR

Redação

>> COMPARTILHE