Inflação oficial sobe para 0,88% em março com peso nos combustíveis

Inflação oficial sobe para 0,88% em março com peso nos combustíveis
Foto: Homem calculando a inflação (divulgação)

Sunday, 12 April 2026

Aumento na gasolina e nos alimentos básicos, como o leite e o tomate, impulsiona o custo de vida e reflete no bolso dos blumenauenses.

O custo de vida ficou mais caro em março. Segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, a inflação oficial do país acelerou para 0,88%. O índice é 0,18 ponto percentual maior que o registrado em fevereiro (0,70%) e acende um alerta para o orçamento das famílias em Blumenau e região, especialmente pelo impacto direto nos setores de transportes e alimentação, que juntos somaram 76% do índice do mês.

O que mais pesou no índice de março

A subida dos preços foi puxada, principalmente, pelo grupo de transportes, que registrou alta de 1,64%. Para quem circula pelas ruas de Blumenau, o reflexo veio das bombas: a gasolina subiu 4,59%, sendo o item de maior impacto individual no IPCA. Além disso, o óleo diesel teve um salto expressivo de 13,90% e as passagens aéreas ficaram 6,08% mais caras.

Na mesa do consumidor, o cenário também exige cautela. O grupo de alimentação e bebidas subiu 1,56%, com destaque para a alimentação no domicílio, que teve a maior alta desde abril de 2022. Itens essenciais no carrinho de compras tiveram reajustes significativos:

  • Tomate: alta de 20,31%

  • Leite longa vida: alta de 11,74%

Análise e tendências para a região

De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, as incertezas no cenário internacional influenciaram o preço dos combustíveis, que por sua vez encarecem o frete e toda a cadeia produtiva de alimentos. Para o morador de Blumenau, que vive em um polo logístico importante do Vale do Itajaí, essa variação nos custos de transporte costuma ser sentida rapidamente nos supermercados locais.

Com o resultado de março, a inflação acumulada nos últimos 12 meses chegou a 4,14%, superando os 3,81% do período anterior. No ano, o avanço já soma 1,92%. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram elevação, variando entre a estabilidade relativa na educação (0,02%) até as pressões mais fortes nos itens de consumo diário.


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Redação

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