Novo salário mínimo em SC supera o nacional e terá pagamento retroativo

Monday, 13 April 2026
Estado confirma reajuste com valores que chegam a R$ 2.106; medida impacta diretamente setores da indústria e comércio em Blumenau e região.
Trabalhadores de Blumenau e de todo o estado já contam com novos valores para o piso salarial regional. O Governo de Santa Catarina sancionou o reajuste que coloca a remuneração mínima local em patamares significativamente superiores ao salário mínimo nacional. Com valores que variam entre R$ 1.842 e R$ 2.106, o novo piso garante um ganho real que pode chegar a R$ 485 acima da base federal, reforçando o poder de compra no mercado catarinense.
O que muda para o trabalhador de Blumenau e região
O reajuste é dividido em quatro faixas salariais, contemplando diferentes setores da economia que não possuem piso definido por lei federal ou convenção coletiva. Para o polo têxtil e metalmecânico de Blumenau, as atualizações são fundamentais:
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1ª faixa (R$ 1.842): voltada para agricultura, pecuária, pesca, construção civil e empregados domésticos.
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2ª faixa (R$ 1.908): abrange as indústrias do vestuário (setor forte na região), calçados, papel, comunicações e telemarketing.
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3ª faixa (R$ 2.022): inclui trabalhadores das indústrias químicas, farmacêuticas, alimentação e o comércio em geral.
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4ª faixa (R$ 2.106): aplicada aos setores de indústrias metalúrgicas, mecânicas, gráficas, processamento de dados e serviços de saúde.
Pagamento retroativo garante direitos
Um dos pontos mais importantes da nova legislação é a retroatividade. Os novos valores são válidos desde 1º de janeiro de 2026. Isso significa que os trabalhadores que se enquadram nessas categorias devem receber a diferença salarial referente aos meses anteriores, garantindo o cumprimento integral do acordo firmado entre as entidades laborais e patronais sob a mediação do estado.
Com essa atualização, o salário mínimo de Santa Catarina se consolida como um dos maiores do Brasil, variando de 13,6% a 29,9% acima do piso nacional (atualmente em R$ 1.621). A medida visa não apenas valorizar a mão de obra local, mas também movimentar a economia regional através do incremento na renda das famílias.