Juros altos preocupam setor produtivo e ameaçam Economia

Juros altos preocupam setor produtivo e ameaçam Economia
Foto: Imagem meramente ilustrativa

Friday, 01 May 2026

Entidades alertam que Selic em 14,5% trava investimentos e consumo, impactando o desenvolvimento de Blumenau e do Vale.

O setor produtivo brasileiro ligou o sinal de alerta após a última decisão do Copom. Mesmo com o recente corte de 0,25 ponto percentual, que levou a taxa Selic para o patamar de 14,5% ao ano, representantes da indústria e do comércio afirmam que o custo do dinheiro continua "proibitivo". Para o ecossistema econômico de Blumenau e região, onde a força fabril e o varejo são pilares do desenvolvimento, a manutenção desse cenário restritivo gera incertezas sobre novos projetos e a manutenção de empregos.

Investimentos e competitividade em risco

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi enfática ao classificar a redução como insuficiente. Segundo Ricardo Alban, presidente da entidade, os juros atuais inviabilizam projetos que poderiam ampliar a competitividade industrial. Para as empresas do Vale do Itajaí, que dependem de crédito para modernização de parques fabris e logística, a taxa de dois dígitos dificulta o crescimento e agrava o endividamento das famílias, que bate recordes mensais.

O impacto direto na construção e no emprego

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reforça que o ambiente de juros elevados compromete a expansão do setor imobiliário — um dos termômetros da economia blumenauense. Sem crédito acessível, o ritmo de lançamentos e obras desacelera, afetando diretamente a geração de renda. Além disso, a Fiemg destaca que a política monetária contracionista tende a enfraquecer a atividade econômica como um todo, dificultando a recuperação do bem-estar da população.

Equilíbrio fiscal e o bolso do consumidor

Por outro lado, a FecomercioSP pontua que o Banco Central enfrenta um cenário complexo, pressionado pela desancoragem das expectativas de inflação e pela fragilidade das contas públicas. A entidade alerta que, sem um compromisso claro do governo com o equilíbrio fiscal, a Selic deve permanecer alta por mais tempo do que o mercado esperava, podendo encerrar o ano na casa dos 13%.

Para o empresário e o trabalhador de Blumenau, o cenário exige cautela e um acompanhamento rigoroso do orçamento, já que os juros altos aparecem hoje como a segunda maior causa de inadimplência no país, superada apenas pelo desemprego.


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Redação

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