Projeto quer elevar limite de faturamento para MEI e Simples Nacional

Sunday, 03 May 2026
A proposta prevê correção anual dos valores pela inflação, o que pode evitar que pequenos empresários de Blumenau saiam do regime simplificado.
O cenário para os micro e pequenos empreendedores de Blumenau e de todo o Brasil pode passar por uma transformação importante com o avanço do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, visa atualizar os limites de faturamento bruto anual permitidos para o enquadramento no Simples Nacional e no Microempreendedor Individual (MEI). Mais do que um simples aumento, o projeto estabelece uma regra de correção anual baseada no IPCA, o que garante que a defasagem inflacionária não force empresas locais a migrarem para regimes tributários mais complexos e onerosos precocemente.
O que muda nos valores de faturamento?
O texto principal do PLP 108 sugere uma atualização substancial. Para o MEI, o teto de faturamento anual subiria dos atuais R$ 81 mil para R$ 144,9 mil. Já para as microempresas, o limite saltaria de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil. As empresas de pequeno porte (EPP), por sua vez, veriam o teto sair de R$ 4,8 milhões para R$ 8,6 milhões anuais.
Além da elevação dos valores, o projeto traz uma mudança estrutural: a permissão para que o MEI possa contratar até dois empregados, dobrando a capacidade atual de geração de empregos formais por cada microempreendedor.
Impacto para a economia de Blumenau e região
Para uma cidade com o perfil empreendedor de Blumenau, onde o setor de serviços e o pequeno comércio são pilares da economia, a medida é vista como um fôlego necessário. Atualmente, muitos empresários da região limitam seu crescimento ou enfrentam dificuldades burocráticas ao ultrapassar o teto atual, que não é reajustado desde 2016 (para o Simples) e 2018 (para o MEI).
A correção anual pelo IPCA, proposta no projeto, atuaria como uma blindagem para o poder de compra e crescimento real das empresas blumenauenses, evitando o chamado "imposto sobre a inflação".
Próximos passos da tramitação
Apesar do otimismo de entidades representativas, o projeto ainda enfrenta debates sobre o impacto na arrecadação federal e municipal. Após passar por comissões específicas, a proposta precisa ser votada no Plenário da Câmara e, se alterada, retorna ao Senado. A expectativa é que a medida ajude a reduzir a informalidade e estimule a economia local ao permitir que pequenos negócios cresçam com segurança jurídica.