Cartão de crédito ainda é o maior vilão das dívidas no Brasil

Tuesday, 05 May 2026
Levantamento da Recovery aponta alta de 7% em inadimplência bancária e alerta para gestão financeira em 2026.
O cenário financeiro para o morador de Blumenau que busca fechar as contas no azul em 2026 exige atenção redobrada. Um novo levantamento da Recovery, empresa do Grupo Itaú e referência nacional em recuperação de ativos, revela que o cartão de crédito permanece como o principal responsável pelo endividamento da população. Com uma base que ultrapassa 34 milhões de clientes sob gestão, a plataforma acende um alerta sobre o crescimento de outras modalidades de crédito, como empréstimos e cheque especial, que saltaram 7% no último ano.
Radiografia do endividamento: o peso do plástico
Apesar de uma leve oscilação negativa de 2% em comparação a 2024, o volume de brasileiros inadimplentes no cartão de crédito ainda é alarmante: 19 milhões de pessoas. No total de dívidas geridas pela Recovery em 2025, o montante superou a marca de 80 milhões de débitos em aberto.
Embora o Sudeste concentre os maiores volumes absolutos (com São Paulo e Rio de Janeiro no topo), a tendência de alta em produtos bancários reflete um desafio nacional que impacta diretamente o poder de compra das famílias em polos econômicos como o Vale do Itajaí.
O avanço dos empréstimos e do cheque especial
A pesquisa destaca que não é apenas o cartão que preocupa. As linhas de crédito direto registraram um aumento significativo na inadimplência:
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2024: 12,7 milhões de dívidas registradas.
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2025: 13,5 milhões de dívidas registradas (alta de 7%).
Esses números englobam empréstimos pessoais, financiamentos e o uso do limite do cheque especial, evidenciando que o brasileiro tem recorrido a mais de uma fonte de crédito para sustentar o orçamento.
"Para milhões de brasileiros endividados, 2026 será crucial para a reconstrução financeira. O cenário demanda maior foco em educação financeira e uma abordagem consciente na renegociação", afirma Helena Passos, head de dados e planejamento na Recovery.
Digitalização facilita a limpeza do nome
Para o consumidor de Blumenau que prefere a praticidade tecnológica, o levantamento traz um dado relevante: 77% das renegociações feitas na Recovery já ocorrem por canais digitais. Das 80 milhões de dívidas inadimplentes registradas em 2025, cerca de 6 milhões foram solucionadas através de acordos, a grande maioria (96,7%) por pessoas físicas.
O foco para 2026, segundo especialistas, deve ser o combate ao ciclo do superendividamento, priorizando o uso responsável do crédito para evitar que as finanças locais sejam comprometidas.