Governo diverge sobre fim da taxa das blusinhas

Wednesday, 06 May 2026
Enquanto ministros defendem revogação para frear impopularidade, vice-presidente Alckmin reforça proteção à indústria nacional e manutenção de empregos.
O debate sobre a polêmica "taxa das blusinhas" — a alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 — atingiu um novo patamar de tensão dentro do governo federal. Nesta quinta-feira (16), declarações divergentes de nomes do primeiro escalão expuseram a divisão sobre o futuro da medida, que tem impacto direto no bolso dos consumidores de Blumenau e no setor têxtil da nossa região.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, admitiu publicamente que a taxação é um dos principais motivos de desgaste para a imagem do presidente Lula. Guimarães, que se posicionou favorável à revogação, destacou que a medida nunca teve seu total apoio e que a derrubada da cobrança seria positiva para reduzir o descontentamento popular.
Por outro lado, o vice-presidente Geraldo Alckmin freou as expectativas de uma mudança imediata. Alckmin afirmou que ainda não há decisão tomada e defendeu que a carga tributária atual sobre importados (Imposto de Importação + ICMS) ainda é menor que a suportada pela indústria brasileira. Para o vice-presidente, o foco central deve ser a preservação do emprego nacional, ponto sensível para o polo industrial do Vale do Itajaí.
A equipe econômica segue defendendo a manutenção da taxa, enquanto o setor político avalia os danos à popularidade. O desfecho dessa queda de braço em Brasília definirá se as compras em plataformas internacionais voltarão a ser isentas ou se o custo de vida continuará pressionado por essa tributação.