Dólar sobe a R$ 5,20 e bolsa cai

Thursday, 25 June 2026
Com mercado de olho nos juros e no alívio internacional do petróleo, investidores locais ajustam estratégias após oscilação da moeda americana e recuo do Ibovespa.
O mercado financeiro fechou esta quarta-feira (24) em compasso de instabilidade, trazendo reflexos diretos para as empresas e investidores de Blumenau e região. O dólar comercial registrou alta de 0,29%, encerrando o dia cotado a R$ 5,2019 — após atingir a máxima de R$ 5,2217 ao longo do pregão. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira (B3), recuou 0,44%, fixando-se nos 170.507 pontos.
A oscilação acende o alerta para o forte polo industrial e têxtil do Vale do Itajaí, que acompanha de perto as pressões inflacionárias e as mudanças logísticas globais.
Cenário de juros no Brasil e nos EUA dita o ritmo dos investimentos
A movimentação financeira repercute diretamente a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), ocorrida na véspera. O Banco Central (BC) sinalizou uma piora nas expectativas da inflação futura, impulsionada pela aceleração da atividade econômica prevista para este segundo semestre.
Na última reunião, o colegiado reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, situando-a em 14,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo. No entanto, o BC indicou que pode manter os juros inalterados no próximo encontro, agendado para agosto, adotando uma postura flexível com pausas e retomadas para conter a volatilidade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) tende a manter os juros elevados por mais tempo. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto norte-americano subiu para 52,2 em junho — o maior patamar desde janeiro —, com a produção industrial registrando o maior crescimento em seis anos. A resiliência da economia dos EUA sugere que os preços por lá continuarão pressionados, impactando moedas emergentes como o real.
Alívio no Estreito de Ormuz derruba cotação do petróleo
No plano internacional, o grande destaque do dia foi a normalização do tráfego de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, que registrou o fluxo mais intenso desde o início do conflito na região. O presidente americano, Donald Trump, confirmou que o Irã garantiu a isenção de pedágios ou taxas de passagem no canal.
Esse avanço diplomático e logístico provocou uma queda expressiva nas commodities energéticas, levando o petróleo ao seu menor valor desde o início do confronto entre EUA e Irã:
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Barril do Brent (referência internacional): Queda de 4,3%, cotado a US$ 73,74.
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West Texas Intermediate - WTI (referência nos EUA): Queda de 3,9%, cotado a US$ 70,34.
Desempenho do mercado financeiro
Dólar
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No dia: +0,29% (R$ 5,2019)
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Na semana: +0,71%
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No mês: +3,16%
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No ano: -5,23%
Ibovespa
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No dia: -0,44% (170.507 pontos)
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Na semana: +1,29%
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No mês: -1,89%
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No ano: +5,82%
A equipe econômica do nosso portal segue acompanhando as decisões do Banco Central e as alterações do comércio exterior para trazer os impactos consolidados no bolso do trabalhador e do empresariado blumenauense.