Atividade econômica de SC cai 1,3% em julho

Atividade econômica de SC cai 1,3% em julho
Foto: Reprodução

Thursday, 24 September 2026

A queda interrompe seis meses consecutivos de alta no estado e fica abaixo do índice nacional, pressionada por juros altos e renda limitada.

A economia catarinense registrou uma retração de 1,3% no mês de julho em comparação a junho, interrompendo uma sequência positiva de seis meses seguidos de crescimento. Os dados, divulgados pelo Observatório FIESC com base nos indicadores econômicos regionais do Banco Central, mostram um desaceleramento mais acentuado em Santa Catarina do que a média registrada no país, que teve uma queda de 0,2% no mesmo período.

Para o ecossistema produtivo de Blumenau e do Médio Vale do Itajaí — onde os setores industrial, comercial e de serviços possuem forte interdependência —, o resultado reflete um cenário nacional adverso, impulsionado pela manutenção da taxa de juros elevada e pelo alto comprometimento da renda das famílias brasileiras.

O que causou o freio na economia catarinense?

De acordo com a análise técnica da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), o desempenho de julho corrobora uma tendência de desaceleração que já vinha sendo monitorada nos últimos meses.

Entre os fatores determinantes para essa oscilação negativa estão:

  • Taxa de juros (Selic) elevada: Restringe o acesso ao crédito para investimentos em expansão fabril e compra de máquinas, afetando polo industriais como o Vale do Itajaí.

  • Comprometimento do orçamento familiar: Com boa parte do orçamento das famílias voltado ao pagamento de dívidas, o consumo no comércio varejista e no setor de serviços perde força.

  • Desempenho nacional: O ritmo econômico do país como um todo perdeu tração, impactando a demanda interna por produtos manufaturados catarinenses.

Impactos e perspectivas para o polo industrial de Blumenau

Apesar do recuo isolado no mês de julho, o histórico recente do estado demonstra resiliência em relação a outros centros industriais do país. A diversificação da matriz econômica do Vale do Itajaí — que engloba desde a indústria têxtil e metalmecânica até o forte setor de tecnologia e serviços — funciona como um amortecedor em momentos de oscilação do mercado.

Analistas do Observatório FIESC ponderam que a reação da atividade econômica nos próximos meses dependerá fundamentalmente de estímulos na renda disponível e de uma eventual flexibilização das condições de crédito nacional. A expectativa do setor produtivo regional é que o consumo de fim de ano traga um alívio para o comércio e para as cadeias de fornecimento locais.


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Redação

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