Dólar pode aumentar os preços do pão e massas

Dólar pode aumentar os preços do pão e massas
Foto: Reprodução

Monday, 07 May 2018

Com a alta da moeda estadunidense, preços de derivados do trigo podem sofrer aumento de 10% este mês

Os amantes de massas em geral vão sentir um aperto no bolso na hora da compra. Os preços do macarrão, do pãozinho doce e do bolo da padaria vão sofrer aumento por conta alta do dólar que fechou em R$3,52 na última sexta: uma das maiores cotações desde 2016. É possível que o valores dos produtos derivados do trigo subam 10% ainda este mês.

Segundo a presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Rio, Fernanda Hipólito, produtos com massa amarela, aquelas com outros insumos como leite e ovo, vão aumentar de valor de qualquer forma. Entretanto, a organização vai fazer de tudo para que o pão francês não fique mais caro para o consumidor.

"A maior determinação do sindicato, hoje, é segurar o preço do carro chefe que é o pão francês e não repassar o aumento do custo", disse ela.

Já o presidente do Sindicato do Trigo do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindiTrigo), dono do Moinho Cruzeiro do Sul, Geraldo Gonçalves, afirmou que o aumento previsto é de 10% a 15% no produto final.

"A gente compra o trigo argentino em dólar. Com ele alto, o trigo vai aumentar cerca de 40% para nós", declarou. "O sindicato pode até tentar segurar, mas eu acho difícil eles conseguirem não repassar o preço", completou.

Derivados do Trigo

Donos de padaria acreditam que o preço dos derivados do trigo vai subir em breve. "Por enquanto a gente ainda não notou uma alta, mas com o dólar subindo, certamente nossos produtos vão ficar mais caros", disse Angelo Lima Toffolo, dono de uma famosa panificadora carioca.

Há um consumo de cerca de dez milhões de toneladas de trigo na produção de massas de pães, bolos, macarrão e biscoitos industrializados no país, conforme o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Cláudio Zanzão.

"Metade do trigo que a gente utiliza é importado. Biscoitos levam 40% de farinha de trigo na produção, macarrão e pães de forma, 60% a 70%. Sem dúvida o preço pode aumentar na hora do produto final, no mercado", afirmou.

Zanzão também disse que o varejo vai negociar com a indústria para não repassar o aumento. "Estão falando de uma possibilidade de 8% a 10% de aumento no valor do produto final", concluiu.


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Redação

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