Veto de Jorginho Mello expõe impasse sobre o Complexo do Sesi em Blumenau

Veto de Jorginho Mello expõe impasse sobre o Complexo do Sesi em Blumenau
Foto: Depois que o prefeito barrou rebatizar a estrutura, a mesquinharia começou (divulgação)

Friday, 13 February 2026

Decisão do governador revela lacuna jurídica e financeira na estratégia da prefeitura para assumir o controle do tradicional espaço esportivo.

A aguardada municipalização do Complexo Esportivo do Sesi, um dos maiores símbolos do esporte e lazer em Blumenau, ganhou um novo e inesperado capítulo. O governador Jorginho Mello vetou um projeto de lei que seria fundamental para viabilizar a transferência da estrutura para as mãos do município, revelando uma "ponta solta" na negociação que se arrasta há meses.

O veto incide sobre a autorização para que o Estado utilizasse créditos fiscais como forma de pagamento ou compensação na compra do imóvel junto à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Sem essa ferramenta jurídica, a estratégia financeira traçada pela prefeitura de Blumenau e pelo governo estadual sofre um duro golpe, deixando o futuro do complexo em aberto.

O nó jurídico no futuro da Vila Itoupava

O centro da questão reside na legalidade da operação. O governo do Estado justificou o veto apontando que a proposta original apresentava riscos de inconstitucionalidade e falta de previsão orçamentária clara. Para os blumenauenses que aguardam a revitalização do espaço, a notícia gera incerteza sobre quando — e se — o local passará a ser gerido pela administração municipal.

Historicamente, o Complexo do Sesi é vital para a realização de grandes eventos e para o treinamento de atletas locais. A transferência para a prefeitura é vista como a única saída para garantir que a estrutura não se deteriore e continue servindo à comunidade do Vale do Itajaí.

O que acontece agora com a negociação?

Apesar do revés, os bastidores políticos de Blumenau indicam que a busca por uma solução alternativa continua. O desafio agora é encontrar uma nova engenharia financeira que não dependa dos créditos vetados. A prefeitura mantém o interesse na gestão do espaço, mas o relógio corre contra a preservação das instalações.

A decisão do governo estadual coloca pressão sobre a bancada do Vale na Assembleia Legislativa (Alesc), que precisará articular uma saída rápida para que o Complexo do Sesi não se torne um "elefante branco" no coração da cidade.


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Redação

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