Fórmula 1: análise da pré-temporada revela desafios e críticas

Sunday, 22 February 2026
Entre motores elétricos e aerodinâmica ativa, nova era do automobilismo gera polêmica antes da estreia.
A pré-temporada da Fórmula 1 em 2026, realizada no Bahrein, encerrou-se com um misto de fascínio tecnológico e preocupação técnica. Com um regulamento que prioriza a sustentabilidade e motores com 50% de potência elétrica, a categoria vive sua maior transformação em décadas. Para os fãs de Blumenau — cidade com forte tradição no automobilismo e sede de diversos kartódromos que revelam talentos regionais —, a expectativa é alta, especialmente com o retorno da transmissão pela Rede Globo e a estreia do brasileiro Gabriel Bortoleto pela Audi.
Contudo, os primeiros testes revelaram que o caminho até a primeira bandeirada na Austrália será turbulento. O lide das pistas mostra que, embora a inovação seja necessária, o "espetáculo" ainda busca seu equilíbrio.
Os acertos: sustentabilidade e novas gigantes
O grande acerto da FIA foi atrair montadoras de peso. A entrada da Audi e da Cadillac, somada à parceria Red Bull-Ford, traz um fôlego comercial inédito. O uso de combustíveis 100% sustentáveis coloca a F1 na vanguarda da indústria automotiva, algo que ressoa com o polo tecnológico de Blumenau, onde empresas de software e engenharia acompanham de perto as inovações em eficiência energética.
Os erros e as críticas de Max Verstappen
Nem tudo são flores na nova era. Max Verstappen e Lewis Hamilton foram vocais sobre os problemas dos novos carros:
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Gerenciamento de energia: Pilotos relatam a necessidade de "tirar o pé" em plena reta para recarregar as baterias, o que quebra o ritmo de corrida.
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Complexidade das largadas: Durante as simulações, diversos carros ficaram parados no grid devido à dificuldade de sincronizar o motor a combustão com o sistema elétrico robusto.
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Aerodinâmica ativa: O sistema de asas que mudam de ângulo automaticamente ainda causa estranheza e riscos de perda de controle em alta velocidade.
Bortoleto e o orgulho brasileiro
Para o público catarinense, o ponto alto foi o desempenho sólido de Gabriel Bortoleto. O brasileiro completou 122 voltas em um dos dias de testes, mostrando que a Audi, apesar de estreante, possui uma base confiável. Em Blumenau, onde o "clube dos apaixonados por velocidade" é forte, a presença de um brasileiro competitivo é o combustível que faltava para elevar a audiência nas manhãs de domingo.
O que esperar para 2026
A análise final mostra que a Mercedes e a McLaren parecem ter interpretado melhor o regulamento inicial, mas a Red Bull continua sendo o alvo a ser batido. A grande questão que fica para a abertura da temporada é se a F1 conseguirá entregar corridas disputadas ou se o gerenciamento de energia tornará os GPs excessivamente estratégicos e lentos.