Metropolitano e BEC buscam garantir jogos da série B

Tuesday, 31 March 2026
Após anos de espera, clubes e prefeitura correm contra o tempo para adequar o estádio e trazer o torcedor blumenauense de volta às arquibancadas do Sesi..
O torcedor de Blumenau vive a expectativa de voltar a ver o futebol profissional "em casa", mas o caminho até o apito inicial na série B do Campeonato Catarinense ainda passa por definições importantes. O impasse envolvendo o Clube Atlético Metropolitano, o Blumenau Esporte Clube (BEC) e o uso do Complexo Esportivo do Sesi tem sido o ponto central das discussões esportivas na cidade, unindo burocracia, reformas e a paixão das arquibancadas.
O retorno ao estádio do Sesi
Historicamente, o Sesi é o palco principal do futebol em Blumenau, mas exigências estruturais e trâmites de cessão do espaço entre a Fiesc e o poder público estadual e municipal criaram obstáculos nos últimos anos. Recentemente, um termo de autorização assinado pelo Governo do Estado e pela Fiesc abriu caminho para que as equipes locais utilizem a estrutura, mas a responsabilidade pela manutenção e pelas adequações necessárias recai sobre os promotores dos eventos — no caso, os próprios clubes.
O acordo prevê o uso do campo, arquibancadas, bares e cabines de imprensa. Contudo, para que a Federação Catarinense de Futebol (FCF) libere as partidas, o estádio precisa cumprir rigorosos protocolos de segurança e infraestrutura, o que gerou um debate sobre quem arcaria com os custos imediatos das melhorias.
Metropolitano e BEC: união e desafios
Embora rivais em campo, Metropolitano e BEC têm trabalhado em conjunto com a prefeitura de Blumenau para viabilizar a operação. O custo estimado para as reformas de adequação ultrapassa a marca de R$ 800 mil, valor investido para garantir que o estádio receba os laudos necessários da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Para o Metropolitano, jogar em Blumenau é vital para recuperar sua base de sócios e atrair patrocinadores locais. Já o BEC vê no retorno ao Sesi a chance de reafirmar sua identidade com a cidade após períodos mandando jogos em municípios vizinhos.
O que falta para a bola rolar
O grande gargalo no momento é a formalização final dos laudos e a garantia de que as reformas emergenciais atendam aos prazos da série B. Sem o Sesi, Blumenau corre o risco de ver seus representantes jogando novamente longe da torcida, o que impacta diretamente na receita e no desempenho técnico das equipes. A prefeitura atua como mediadora, buscando alinhar os detalhes logísticos para que o "clássico do chope" e os demais confrontos da segunda divisão estadual devolvam o brilho ao esporte blumenauense.