Nívia de Lima é a primeira mulher auxiliar técnica na Série A

Nívia de Lima é a primeira mulher auxiliar técnica na Série A
Foto: Nívia analisando o jogo (divulgação)

Tuesday, 07 April 2026

Profissional da Chapecoense quebra barreira histórica no futebol brasileiro durante partida contra o Vitória na Arena Condá.

O futebol de Santa Catarina gravou um novo capítulo em sua história no último domingo (5). Durante o empate entre Chapecoense e Vitória, a Arena Condá foi palco de um feito inédito: Nívia de Lima tornou-se a primeira mulher a integrar uma comissão técnica em um jogo oficial da Série A do Campeonato Brasileiro masculino. Aos 44 anos, a profissional, que já é referência nas categorias de base do Verdão do Oeste, assumiu o posto de auxiliar técnica da equipe interina após a saída de Gilmar Dal Pozzo.

Trajetória de persistência e conquistas

Nívia não chegou ao topo por acaso. No clube desde 2012, ela iniciou sua jornada na Chapecoense passando por quase todas as categorias, do sub-7 ao sub-20. Sua competência técnica já havia sido testada sob forte pressão no início de 2026, quando se tornou a primeira treinadora a vencer uma partida na história da Copinha (Copa São Paulo de Futebol Júnior).

"Temos espaço para tudo. Não é a sociedade que vai falar onde temos que ir ou com o que temos que trabalhar", afirmou Nívia em entrevista recente, reforçando seu papel como pioneira no esporte.

Legado no futebol catarinense

A presença de Nívia no banco de reservas da elite nacional é um marco para a representatividade feminina e para a Autoridade de Marca da Chapecoense, que reforça seu compromisso com a meritocracia e a inovação. Com um currículo que inclui títulos no Campeonato Catarinense sub-15 e na Copa Santa Catarina, a treinadora prova que o conhecimento tático e a liderança independem de gênero.

Para o torcedor de Blumenau e região, que acompanha de perto o crescimento do futebol no estado, o reconhecimento de Nívia serve como inspiração. Ela já retornou aos trabalhos com o elenco sub-20 nesta segunda-feira (6), mas o passo dado na Série A ecoará por muito tempo nos gramados brasileiros.


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Redação

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