Conheça a Kactus Capital, empresa que propôs comprar a SAF do Avaí

Thursday, 25 June 2026
Com investimento superior a R$ 400 milhões, o grupo financeiro que já havia negociado com o rival projeta reestruturação completa no Leão da Ilha.
O cenário do futebol catarinense ganhou um capítulo decisivo para os torcedores de Blumenau e de todo o estado. O presidente do Avaí, Bernardo Pessi, anunciou oficialmente o recebimento de uma proposta contratual de R$ 400 milhões para a compra de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, que ainda aguarda constituição jurídica formal. Por trás do montante milionário que promete sanar as contas e reestruturar o departamento esportivo azurra está a Kactus Capital, uma gestora de investimentos que já possui histórico de aproximação com o mercado da grande Florianópolis.
Liderada pelo CEO Rafael Matheus, a Kactus Capital atua como uma parceira financeira antiga do clube em outras operações e ganhou notoriedade recente no mercado esportivo local após tentar, sem sucesso, a aquisição da SAF do Figueirense — proposta de R$ 150 milhões que acabou rejeitada pelo conselho do rival. Mudando o foco para a Ressacada, o grupo formalizou a oferta atual sob a garantia de não envolver o patrimônio físico do clube e de abrir espaço para salvaguardas contratuais importantes, dando ao Avaí o poder de veto sobre futuros investidores e permitindo que os próprios torcedores adquiram ações da SAF.
O plano financeiro apresentado à diretoria detalha a injeção imediata de R$ 5 milhões via empréstimo para a quitação de débitos urgentes de curto prazo, como os salários atrasados de atletas e funcionários. A longo prazo, o programa de investimentos estipulado pela Kactus Capital divide os aportes estruturais e desportivos da seguinte forma:
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Futebol profissional: R$ 25 milhões anuais dedicados exclusivamente ao projeto desportivo principal.
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Categorias de base: R$ 20 milhões carimbados para a formação e revelação de novos talentos.
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Infraestrutura: R$ 5 milhões destinados a melhorias diretas no centro de treinamento e nas dependências do estádio.
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Garantia de folha salarial: piso mínimo de despesas com elenco fixado em R$ 2,5 milhões em caso de disputa da Série B, e teto base de R$ 7 milhões caso o clube dispute a Série A.
A validação final do negócio depende da deliberação dos sócios e dos conselheiros do Avaí. O Conselho Deliberativo já tem uma reunião extraordinária formalmente convocada para o dia 30 de junho de 2026, data em que os integrantes votarão a criação jurídica da Sociedade Anônima do Futebol e o avanço definitivo dos termos propostos pela Kactus Capital.