Moraes ordena desmonte de acampamentos e prisões

Moraes ordena desmonte de acampamentos e prisões
Foto: Divulgação

Saturday, 24 January 2026

Decisão do ministro do STF endurece cerco contra atos em Brasília; impacto reverbera em grupos mobilizados no Vale do Itajaí.

O cenário político nacional ganhou novos contornos de tensão nesta semana com a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial proíbe terminantemente a instalação de novos acampamentos nas imediações do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e autoriza a prisão imediata de manifestantes que oferecerem resistência. A medida é um desdobramento das investigações sobre os atos de janeiro e visa desmobilizar núcleos de apoio que ainda cercavam áreas sensíveis da capital federal.

A decisão de Moraes não se limita apenas à proibição física: o ministro estabeleceu que as forças de segurança devem agir de forma ostensiva para evitar qualquer tentativa de reestruturação desses grupos. Em Blumenau e outras cidades do Vale do Itajaí, onde a mobilização política costuma ser intensa, a notícia repercute entre lideranças locais e movimenta as redes sociais. O rigor da medida sinaliza que o Judiciário não tolerará o que classificou como "continuidade de atos antidemocráticos", reforçando o poder de polícia dado aos agentes de segurança.

Além das prisões em caso de flagrante por resistência, a determinação exige que o Distrito Federal apresente relatórios diários sobre a situação nas áreas monitoradas. Para o leitor do Vale, que acompanha de perto os desdobramentos jurídicos que atingem figuras do cenário conservador, a ordem de Moraes representa um ponto de inflexão no monitoramento de grupos bolsonaristas. Com o cerco se fechando na Papuda, o foco agora se volta para as próximas etapas processuais e as possíveis implicações para apoiadores de todo o país.


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Rick

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